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Imagens mostram técnicos de enfermagem ao lado de pacientes mortos no DF

Imagens do circuito interno flagraram aplicação de substâncias letais e omissão de colegas no Hospital Anchieta

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Imagens mostram técnicos de enfermagem ao lado de pacientes mortos no DF
Autor Marcos Vinícius, de 24 anos - Foto: Reprodução

Imagens de câmeras de segurança do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), foram determinantes para a prisão de três técnicos de enfermagem acusados de homicídio qualificado contra pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Os registros mostram a atuação de Marcos Vinícius, de 24 anos, apontado como o executor das mortes, e de suas colegas Amanda Rodrigues (28) e Marcela Camilly (22), acusadas de acobertar os crimes.

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O trio foi preso na semana passada. Inicialmente, Marcos negou as acusações, mas confessou a autoria após ser confrontado com as imagens pela Polícia Civil. Segundo as investigações, os vídeos capturaram o momento exato em que o técnico entrava nos quartos, aplicava substâncias nos pacientes e saía. Pouco tempo depois, os monitores indicavam alterações graves nos sinais vitais e o óbito das vítimas.


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    Foto: Marcos Vinícius, de 24 anos Autor: Reprodução

O modus operandi: veneno e desinfetante

A investigação revelou detalhes macabros sobre a dinâmica dos assassinatos. Marcos utilizava senhas de médicos, sem autorização, para emitir receitas falsas e retirar medicamentos controlados na farmácia da unidade.

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Esses remédios eram aplicados em altas doses, funcionando como veneno. Em um dos casos mais chocantes, envolvendo a paciente Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos, o medicamento havia acabado. O técnico, então, encheu 13 seringas com desinfetante retirado da pia do leito e injetou o produto diretamente na veia da idosa, causando sua morte após seis paradas cardíacas.

Para disfarçar a autoria, Marcos realizava massagens cardíacas nas vítimas, simulando tentativas de reanimação.

Cumplicidade e prisões

As imagens também complicaram a situação de Amanda e Marcela. Segundo a polícia, os vídeos reforçam que ambas tinham conhecimento das ações do colega, presenciaram as intervenções irregulares e nada fizeram para impedir as mortes ou denunciar o caso. Na delegacia, Marcela afirmou se arrepender da omissão ao rever as cenas.

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Os três respondem por homicídio qualificado. Marcos já havia sido demitido pelo Hospital Anchieta após uma sindicância interna, mas estava trabalhando na UTI pediátrica de outra unidade de saúde particular quando foi preso.

As vítimas

A polícia confirmou a identidade dos três pacientes mortos na ação:

  • Miranilde Pereira da Silva, 75 anos, professora aposentada;
  • João Clemente Pereira, 63 anos, servidor público;
  • Marcos Raymundo Fernandes Moreira, 33 anos, servidor público.

A Polícia Civil notou que as aplicações ocorriam justamente nos momentos de "piora súbita" dos pacientes, independentemente da gravidade clínica original de cada um. A investigação segue para apurar se há outras vítimas.

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O que dizem os envolvidos

Hospital Anchieta: A instituição afirmou que identificou "circunstâncias atípicas" nos óbitos e instaurou um comitê interno. Em menos de 20 dias, reuniu evidências e denunciou o caso à polícia, pedindo a abertura de inquérito. O hospital declarou ser vítima dos ex-funcionários e que está prestando apoio às famílias.

Famílias: Em nota, a família de João Clemente relatou choque com a revelação. Até o dia 16 de janeiro, acreditavam que a morte havia ocorrido por causas naturais. Eles buscam a responsabilização criminal dos envolvidos e civil do hospital.

Coren-DF: O Conselho Regional de Enfermagem informou que acompanha o caso com rigor, mas que aguarda a conclusão do processo legal para emitir juízo definitivo, ressaltando o compromisso com a ética na profissão.

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