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Imagem internacional do Brasil na área ambiental enfrentava questionamentos, diz Lula

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar o ex-governo Jair Bolsonaro (PL) pelas políticas na área ambiental, dizendo que a imagem do País na área ambiental estava sendo questionada internacionalmente. Ele discursou na sessão da 15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro (COP15) de Espécies Migratórias da ONU, realizada em Campo Grande (MS).

"Até há pouco tempo, a imagem internacional do Brasil na área ambiental enfrentava questionamentos profundos, impactando diretamente nossas relações econômicas e comerciais", disse Lula. "Desde 2023, escolhemos trilhar um novo caminho, guiados pela convicção de que conservar e produzir de forma sustentável não apenas é possível, mas é necessário. Reconstruímos o arcabouço institucional e as políticas ambientais que haviam sido desmontadas", prosseguiu o presidente.

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Segundo Lula, em pouco tempo, o governo alcançou resultados significativos. "O desmatamento na Amazônia caiu pela metade. No Cerrado, a queda foi de mais de 30%. Reduzimos as queimadas no Pantanal em mais de 90%", citou. Ele ainda citou ações internacionais: "Recolocamos o Brasil no mapa dos esforços multilaterais para o meio ambiente. Presidimos e sediamos a COP30 do clima. Lançamos o fundo floresta tropical para sempre e a colisão de mercados de carbono. Como anfitriões, nas cúpulas do G20 e dos BRICS em 2025, colocamos o desenvolvimento justo e sustentável no centro das discussões".

A respeito do tema da conferência em si, Lula defendeu que a sobrevivência das espécies migratórias depende de ação coletiva e sustentou que não haverá prosperidade duradoura na América Latina sem a proteção da biodiversidade da região.

"A mudança do clima, a poluição das águas, o extrativismo e as obras de infraestrutura sem planejamento adequado são desafios crescentes. Passadas quase cinco décadas, é natural que a Convenção precise se atualizar", defendeu.

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Lula disse ainda que a presidência brasileira da COP15 tem três prioridades. "Primeira, dialogar com os princípios consagrados pelas Convenções do Clima e da Identificação e da Biodiversidade, como as responsabilidades comuns, porém diferenciadas. Segunda, trabalhar para ampliar e mobilizar recursos financeiros, criar fundos e mecanismos multilaterais inovadores, principalmente para os países em desenvolvimento. Terceira, universalizar. A Declaração do Pantanal, que adotamos hoje, propõe que mais países se envolvam de maneira eficaz na proteção das espécies e das rotas migratórias."

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