Idoso de 70 anos é resgatado em situação análoga à escravidão na Bahia
o local não tinha instalação sanitária em condições de uso, obrigando aos trabalhador utilizar o ambiente externo para suas necessidades fisiológicas
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Um caseiro e quatro trabalhadores rurais foram resgatados em uma operação a uma fazenda na Bahia. As vitimas trabalhavam em situações deploráveis de condição inumana semelhante a escravidão , No meio de umas das vitimas, foi encontrado um idoso de 70 anos que trabalhava sem remuneração a 17 anos. De acordo com o ministério do Trabalho e emprego (MTE) a operação ocorreu entre 5 e 8 de novembro, porem anunciada nesta segunda-feira
Segundo o MTE, o idoso era responsável pelos animais, e da segurança dos animais, onde morava em condições deploráveis, o idoso possui aposentadoria por invalidez, porem, não tinha acesso algum aos valores, porque quem tinha o cartão que dava acesso a conta bancaria era a empregadora.
As condições eram péssimas, no local foram encontrados móveis quebrados, teias de aranhas, materiais amontoados, um buraco na parede possibilitando a entrada de animais peçonhentos, segundo o MTE, o local não tinha instalação sanitária em condições de uso, obrigando aos trabalhador utilizar o ambiente externo para suas necessidades fisiológicas
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, um grupo de trabalhadores foi encontrado em condições de alojamento extremamente precárias, em um imóvel em estado deplorável. A casa onde estavam hospedados não oferecia condições mínimas de habitabilidade:
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Não havia energia elétrica no local;
- Os trabalhadores dormiam em camas improvisadas feitas com madeiras e colchões sujos fornecidos pelos próprios colegas;
- O imóvel não possuía banheiro em condições de uso, obrigando os trabalhadores a realizar suas necessidades fisiológicas no mato e tomar banho ao ar livre;
- A água usada para consumo e higiene vinha de um rio próximo, sendo armazenada em tonéis de forma inadequada, pois os recipientes haviam sido reutilizados sem critérios de higiene;
- Além disso, constatou-se que os alimentos eram cozidos em latas reaproveitadas de tinta acrílica, o que representa um grave risco à saúde.
Durante a fiscalização, foi constatado que os trabalhadores resgatados não tinham recebido treinamento para operar motosserras e não sabiam como realizar o trabalho de forma segura. Além disso, eles não usavam equipamentos de proteção necessários, como luvas e capacetes. As ferramentas e materiais para o trabalho foram comprados pelos próprios trabalhadores.
O grupo estava sendo explorado por um empregador que havia feito um contrato com o dono da fazenda, permitindo a extração e venda da madeira de uma área de floresta. No entanto, o empregador não garantiu condições básicas de segurança ou um ambiente de trabalho adequado para os empregados.
As informações são do g1
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