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Ideval Anselmo, uma das referências do carnaval de SP, morre aos 85 anos

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O compositor Ideval Anselmo, um dos ícones do carnaval de São Paulo, morreu aos 85 anos na quarta-feira, 18. O velório ocorre nesta quinta-feira, 19, até as 12h30, no Cemitério da Vila Nova Cachoeirinha, zona norte da capital paulista.

Nascido em Catanduva, em 1940, e criado em Votuporanga, interior paulista, contou em uma entrevista ao Estadão, em 2015, que o samba sempre esteve presente em sua casa.

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"Meu avô e minha avó já gostavam de música. A velha cantava e o velho tocava acordeom. Também tinha o cinema que costumava mostrar 'aquela coisa linda' que era o carnaval do Rio", disse.

Na bandinha de Votuporanga, ele tocava instrumentos de sopro no coreto. Em 1958, Ideval se mudou para São Paulo, para trabalhar como metalúrgico em uma fábrica de registro dágua perto de Moema.

Segundo levantamento feito pelo Estadão Dados, em 2015, no acervo da Sociedade Amantes do Samba Paulista - que coloca à disposição os sambas-enredo de todos os desfiles desde 1968 -, Ideval é o compositor que mais vezes teve sua obra cantada na avenida: 19 vezes, oficialmente, sempre pelo Grupo Especial.

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"Mas olha bem, na realidade, foram 22 vezes", garantiu à época.

Em sua contagem, recorda as vezes em que assinou sob pseudônimo. "Como em 1985, que eu tinha samba pela Unidos do Peruche e pela Camisa Verde e Branco. Os presidentes das escolas quiseram que eu usasse outro nome em uma delas. Botei Washington na Camisa. Washington é o nome do meu filho."

Ideval enveredou pelo mundo das escolas de samba por causa da mulher, Hayde, com quem foi casado desde 1962 e teve sete filhos. "Um primo dela cuidava de uma ala na Camisa Verde e Branco. Decidi compor um samba também. Não é que acabei escolhido (em 1972)", diz. De lá para cá, foram 19 sambas-enredo (na contagem oficial) entre 1972 e 2003.

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