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ERRO MÉDICO

Homem perde o testículo após erro em cirurgia de hérnia em MG

Médico operou o lado errado do corpo do paciente que sofreu torção testicular no segundo procedimento

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Homem perde o testículo após erro em cirurgia de hérnia em MG
Autor O paciente teve que amputar um dos testículos - Foto: Reprodução/ Freepik

Um médico foi condenado pela Justiça de Minas Gerais a pagar R$ 58 mil em indenizações a um paciente que teve um testículo amputado após uma sucessão de erros cirúrgicos. O profissional iniciou a operação de correção de hérnia pelo lado errado do corpo, o que desencadeou complicações graves. A decisão da Comarca de Ipatinga foi confirmada pela 20ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

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O paciente foi internado para realizar a correção de uma hérnia inguinal no lado esquerdo. No entanto, o cirurgião realizou a incisão no lado direito. Ao perceber o erro, foi necessária uma nova intervenção no lado correto.

Durante o segundo procedimento, o homem sofreu uma torção testicular — interrupção do fluxo sanguíneo causada pela rotação do órgão. A complicação evoluiu para um quadro crítico, resultando em uma terceira cirurgia para a amputação do testículo.

A condenação totaliza R$ 58 mil, divididos entre R$ 50 mil a título de danos morais e outros R$ 8 mil por danos estéticos. O paciente recorreu da decisão solicitando o aumento do valor, alegando que o erro o tornou estéril. O pedido, porém, foi negado com base em um laudo pericial que apontou alterações prévias na função reprodutiva do homem. Também foi negado o pedido de lucros cessantes, já que não houve comprovação de perda de renda no período.

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Responsabilidade do Cirurgião

Em sua defesa, o médico alegou que a falha foi coletiva, envolvendo toda a equipe hospitalar. O argumento foi rejeitado pelo relator do caso, desembargador Fernando Caldeira Brant. Segundo o magistrado, o cirurgião-chefe é o responsável direto pela observância dos protocolos básicos de segurança.

"É inadmissível delegar a responsabilidade pela conferência de informações elementares, como o local da incisão", pontuou o relator. O processo tramita em segredo de justiça, e os nomes dos envolvidos não foram divulgados.


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