Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Cotidiano

publicidade
INUSITADO

Homem é preso no Quênia ao tentar contrabandear 2 mil formigas para a China

Insetos estavam escondidos em tubos de ensaio e rolos de papel; investigação aponta para rede internacional de biopirataria

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Homem é preso no Quênia ao tentar contrabandear 2 mil formigas para a China
Autor As formigas estavam em tubos de ensaio - Foto: Reprodução/ Youtube

Um homem de 27 anos, de nacionalidade chinesa, foi preso no Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta, em Nairóbi, no Quênia, ao ser flagrado com 2.238 formigas vivas escondidas em sua bagagem. A interceptação ocorreu durante uma inspeção de rotina na última terça-feira (10), quando os agentes de segurança descobriram os insetos acondicionados em tubos de ensaio especializados e rolos de papel, técnica utilizada para garantir a sobrevivência dos animais durante o transporte. O passageiro, identificado como Zhang Kequn, pretendia embarcar em um voo com destino à China.

📰 LEIA MAIS: Dono de imóvel é morto ao cobrar aluguel atrasado de inquilino no Paraná

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

De acordo com o Ministério Público do Quênia, a maior parte da carga era composta por rainhas da espécie Messor cephalotes, popularmente conhecida como formiga-colhedora africana. No total, foram contabilizadas 1.948 formigas em recipientes de vidro e cerca de 300 envoltas em papel. A investigação aponta que os espécimes seriam vendidos a colecionadores na Ásia e na Europa, que utilizam estruturas chamadas formicários para observar o comportamento social desses insetos.

O Serviço de Vida Selvagem do Quênia (KWS) alertou que a retirada ilegal de rainhas representa um grave risco ambiental, uma vez que elas são fundamentais para a perpetuação das colônias e para a manutenção da biodiversidade regional. Peritos criminais analisarão os dispositivos eletrônicos do suspeito para mapear possíveis rotas e cúmplices, uma vez que há fortes indícios da atuação de uma rede organizada de tráfico internacional de vida selvagem.

O caso reflete uma mudança nas práticas de biopirataria no país, com contrabandistas voltando as atenções para espécies menores e menos monitoradas. Este não é um episódio isolado na região; em 2025, o Quênia já havia condenado quatro pessoas por esquemas semelhantes envolvendo a exportação ilegal de milhares de insetos. Zhang Kequn permanece detido à disposição da justiça enquanto as autoridades aprofundam as investigações sobre o destino final dos animais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Cotidiano

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline