Guarda de cemitério confessa crimes de necrofilia contra quase 50 mulheres recém-enterradas
Crimes foram descobertos após suspeitas de irregularidades nos túmulos; funcionário responderá por violação de sepultura e vilipêndio de cadáver
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Um guarda de cemitério foi preso após confessar às autoridades ter cometido atos de necrofilia com quase 50 cadáveres de mulheres recém-enterradas, Carachi, no Paquistão, durante oito anos. O caso veio à tona depois que uma série de investigações apontou irregularidades sistemáticas em diversas sepulturas recentes do local. Durante o interrogatório policial, o suspeito admitiu de forma detalhada que se aproveitava de sua função e da ausência de fiscalização rigorosa durante seus turnos de trabalho para abrir os túmulos e cometer os abusos sexuais contra os corpos femininos.
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A polícia chegou até o funcionário após receber as primeiras denúncias sobre violações nas estruturas dos jazigos, o que inicialmente levantou suspeitas de vandalismo ou roubo de pertences de valor. No entanto, o aprofundamento das diligências revelou a real e macabra natureza dos crimes. O guarda explicou aos investigadores o seu modo de operação, detalhando que escolhia as vítimas priorizando mulheres que haviam sido sepultadas há pouquíssimo tempo. Ele também descreveu como tentava reorganizar as lápides e a terra para não deixar vestígios evidentes que pudessem alertar as famílias em luto ou a própria administração do cemitério.
Atualmente, as autoridades de segurança e a perícia criminal trabalham em uma operação complexa para confirmar a identidade de todas as vítimas mencionadas na confissão do suspeito. O processo exige a realização de novas perícias nos túmulos violados e possíveis exames de DNA, além de exigir um trabalho extremamente delicado de comunicação e suporte psicológico aos familiares das falecidas.
O homem permanece detido à disposição da Justiça e deverá ser indiciado por crimes como violação de sepultura e vilipêndio de cadáver, cujas penas podem ser agravadas e somadas devido à repetição contínua dos delitos. A administração do cemitério declarou que está colaborando de forma integral com as investigações e que iniciou uma revisão completa em seus protocolos de segurança interna para impedir novas ocorrências.