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Explosão na Rua da Consolação: o que aconteceu e o que se sabe até agora sobre o caso

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Uma explosão subterrânea registrada na Rua da Consolação na noite do último domingo, dia 1°, provocou a abertura de uma cratera na via no sentido Avenida Paulista, na área central de São Paulo. O buraco que se abriu no asfalto deixou parte da rua interditada, obrigando motoristas a desviarem a rota para seguir viagem e afetando a circulação de mais de 20 linhas de ônibus municipais.

Nesta segunda-feira, 2, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) responsabilizou a Enel, concessionária de distribuição de energia na capital e na Grande SP, pelo incidente. A empresa, por sua vez, alegou vazamento de gás, o que foi negado pela Comgás, a Companhia de Gás de São Paulo.

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Entenda o que aconteceu, o que dizem a Prefeitura e as concessionárias e como a cratera está afetando a região.

O que aconteceu?

A explosão aconteceu por volta das 22h15, na altura do número 2.104 da Rua da Consolação, próximo à Avenida Paulista. Uma câmera do Programa SmartSampa registrou o momento do colapso. Um carro, que passava pela via, quase foi atingido pela explosão.

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O que disseram testemunhas?

O Corpo de Bombeiros foi acionado. Testemunhas relataram ter sentido, antes da explosão, um odor forte de borracha queimada. Elas também afirmaram ter visto fumaça preta saindo do asfalto. A Enel, a Comgás e a Companhia de Engenharia de Trafego de São Paulo (CET) também foram acionadas.

A explosão foi causada por vazamento de Gás?

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A Comgás afirma que realizou duas inspeções no endereço, mas aponta não ter identificado vazamento de gás natural encanado. "Essa conclusão é respaldada pela ausência de etano e de outros componentes característicos do gás natural, conforme aferido pelos equipamentos de medição utilizados em campo", informou a companhia.

O que diz a Prefeitura sobre o caso?

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), culpou a distribuidora de energia Enel pela cratera na Rua da Consolação. O chefe do Executivo municipal alegou que outras empresas já tiveram as respectivas responsabilidades descartadas e acrescentou ainda que há fiação da concessionária no local da explosão.

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"Se constatado que é a Enel - o que me parece que sim, até porque não pode ser Sabesp, porque não tem água, e a Comgás já constatou que não tem nenhuma relação com a empresa. Agora o que sobra é a Enel, até porque tem enterramento de fios ali -, eu vou cobrá-los, porque eles são muito lentos", afirmou Nunes à imprensa nesta segunda.

Segundo o prefeito, a Enel só enviou uma equipe às 10h30 de segunda, quase 12h depois da explosão. "Não é razoável", disse o Prefeito. A Secretaria Municipal das Subprefeituras informou acompanhar os trabalhos de recuperação dos estragos causados pela explosão.

O que diz a Enel sobre a situação?

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A Enel, no entanto, afirma que "não houve dano nenhum na rede elétrica". No local, segundo a empresa, há apenas cabos da rede enterrada, que não conseguiriam causar uma explosão do nível da que ocorreu. A companhia ainda destaca que os cabos estão intactos.

"As equipes da distribuidora atuaram prontamente e seguem no local para apoiar a recuperação da estrutura de alvenaria danificada pelo incidente", afirmou a Enel em nota. A empresa afirma ainda que suas medições chegaram a detectar a presença de gás inflamável no local, o que é negado pela Comgás.

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