Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Cotidiano

publicidade
ENTENDA

Estudo revela que bactéria intestinal pode estar ligada à perda de memória

A pesquisa aponta que o microrganismo pode afetar os circuitos neurais ligados à memória e ao aprendizado

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Estudo revela que bactéria intestinal pode estar ligada à perda de memória
Autor Foto: Ilustrativa/Freepik

Pesquisadores da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, identificaram uma bactéria intestinal que pode estar associada à perda de memória. O estudo, divulgado nesta quarta-feira (11), foi publicado na revista científica Nature.

A pesquisa aponta que o microrganismo Parabacteroides goldsteinii pode interferir na comunicação entre o intestino e o cérebro, afetando circuitos neurais ligados à memória e ao aprendizado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Os experimentos foram realizados com camundongos jovens e indicam que alterações específicas na microbiota intestinal — o conjunto de microrganismos presentes no sistema digestivo — podem influenciar diretamente o funcionamento do cérebro.

Comunicação entre intestino e cérebro

O intestino humano abriga trilhões de microrganismos responsáveis por diversas funções do organismo, como digestão, metabolismo e defesa imunológica. Nos últimos anos, cientistas têm investigado com maior profundidade o chamado eixo intestino-cérebro, um sistema de comunicação que conecta o trato digestivo ao sistema nervoso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse diálogo ocorre por diferentes vias, incluindo hormônios, substâncias produzidas pelas bactérias intestinais e sinais transmitidos por nervos que ligam diretamente o intestino ao cérebro. Quando esse equilíbrio é alterado, não apenas a digestão pode ser afetada, mas também funções neurológicas.

Durante o estudo, os pesquisadores observaram que a bactéria Parabacteroides goldsteinii tende a se tornar mais abundante com o envelhecimento dos animais.

Para avaliar o impacto desse microrganismo, os cientistas introduziram a bactéria em camundongos jovens. Após o procedimento, os animais passaram a apresentar dificuldades de memória semelhantes às observadas em camundongos mais velhos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os resultados sugerem que a presença da bactéria pode não apenas acompanhar o envelhecimento, mas também contribuir para o declínio cognitivo observado nos testes.

Apesar dos achados, os autores ressaltam que o estudo foi realizado apenas em modelos animais. Ainda assim, a descoberta reforça uma linha crescente de pesquisas sobre a influência da microbiota intestinal no funcionamento do cérebro.

Segundo os cientistas, compreender melhor essa relação poderá, no futuro, ajudar no desenvolvimento de novas estratégias para lidar com a perda de memória associada ao envelhecimento. No entanto, eles destacam que serão necessários novos estudos — incluindo pesquisas com seres humanos — para confirmar se o mesmo mecanismo também ocorre nas pessoas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Informações: Metrópoles

📲Clique aqui para entrar no nosso grupo do WhatsApp e receber nossas notícias em primeira mão

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Cotidiano

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline