Estudante morre após médicos confundirem câncer de testículo com infecção
Zac Summers-Cameron enfrentou meses de sintomas antes de descobrir tumor em estágio avançado após diagnóstico inicial de infecção simples
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O estudante britânico Zac Summers-Cameron, de 22 anos, morreu em novembro de 2025 após um câncer de testículo ser inicialmente confundido com uma infecção comum. O jovem procurou atendimento médico ao apresentar dores no abdômen, além de inchaço e desconforto na região íntima, mas foi orientado a retornar para casa com a indicação de que se tratava de um quadro infeccioso simples. A demora na identificação correta da patologia permitiu que a doença evoluísse para um estágio avançado, dificultando a eficácia das intervenções terapêuticas posteriores.
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A confirmação do diagnóstico oncológico ocorreu apenas em setembro de 2024, após o agravamento dos sintomas e a realização de exames mais específicos. Diante do quadro crítico, Summers-Cameron foi submetido a tratamentos intensivos, incluindo quimioterapia em altas doses e transplantes de células-tronco, mas não resistiu às complicações da doença. Relatos da família publicados em uma campanha online destacam que a persistência dos sintomas foi negligenciada durante as primeiras avaliações médicas, o que retardou o início do combate ao tumor.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de testículo é o tumor mais frequente entre homens na faixa etária de 15 a 50 anos. Especialistas alertam que a confusão diagnóstica é um risco real, já que os sinais iniciais se assemelham a condições inflamatórias como a orquiepididimite, geralmente causada por infecções sexualmente transmissíveis. Os principais sinais de alerta incluem o surgimento de caroços, aumento de volume, sensação de peso na bolsa escrotal ou dores persistentes na região, que não devem ser ignorados caso durem mais de alguns dias.
Embora o câncer de testículo represente cerca de 5% do total de casos oncológicos masculinos, ele possui altos índices de cura quando detectado precocemente. O caso do estudante reforça a necessidade de investigações aprofundadas, como o uso de ultrassonografia e avaliação especializada, para diferenciar tumores de infecções rotineiras. Autoridades de saúde reiteram que a busca por uma segunda opinião médica e a realização de exames clínicos imediatos são decisivas para evitar que o atraso no diagnóstico comprometa as chances de sobrevivência do paciente.