Escola que homenageou Lula é rebaixada no Carnaval do Rio de Janeiro
Com o enredo "Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil", Acadêmicos de Niterói ficou em último lugar do Grupo Especial
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A Acadêmicos de Niterói foi rebaixada para a Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro após terminar em último lugar na apuração do Grupo Especial de 2026. A agremiação, que subiu para a série especial em 2025, somou 264,6 pontos, ficando 2,8 pontos atrás da Mocidade Independente de Padre Miguel, a penúltima colocada.
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Com o enredo "Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil", a escola teve várias disputas judiciais, inclusive no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Durante a leitura das notas nesta quarta-feira (18), a azul e branca de Niterói obteve apenas duas notas dez, ambas no quesito Samba-Enredo.
Críticas e referências políticas na Avenida
O desfile narrou a vida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desde a infância no semiárido pernambucano até a chegada ao Palácio do Planalto. A apresentação foi marcada por forte teor político.
A Comissão de Frente reproduziu a rampa do Planalto com a presença de atores representando o ministro Alexandre de Moraes e os ex-presidentes Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.
O abre-alas focou no agreste, enquanto outros carros trouxeram críticas diretas à gestão de Bolsonaro e à condução da pandemia, além de referências ao período em que Lula esteve preso.
Judicialização
Antes mesmo de entrar na Avenida, o enredo motivou dez ações judiciais e representações no Ministério Público, TCU e TSE. Opositores argumentavam que o desfile configurava propaganda eleitoral antecipada, uma vez que a legislação só permite campanhas a partir de agosto.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) chegou a analisar o caso em plenário, decidindo por unanimidade permitir o desfile para evitar censura prévia, mas mantendo a possibilidade de punições posteriores por eventuais abusos.
Após a apresentação, o presidente Lula elogiou a escola nas redes sociais. Em contrapartida, grupos de oposição reafirmaram que buscarão medidas judiciais por suposto uso indevido de recursos públicos e promoção pessoal. O governo federal negou qualquer irregularidade nos repasses e afirmou que a escolha do tema foi de autonomia da agremiação.
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