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Entenda o que são as ‘supercélulas’, formação que provocou tornado no Paraná

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O tornado que deixou ao menos quatro mortos e mais de 432 feridos no Paraná, nesta sexta, 7, foi formado por uma supercélula, informou o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Estado (Simepar). Esse é um tipo especial de tempestade que pode durar até 6 horas e percorrer centenas de quilômetros.

Temporais severos foram registrados nas regiões oeste, sudoeste e centro-sul do estado. No final da tarde, uma dessas tempestades, classificada como supercélula, gerou um tornado sobre o município de Rio Bonito do Iguaçu. A formação provocou tombamentos de carros, quedas de árvores e também destruiu por completo casas de alvenaria.

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Na escala Fujita, que determina a intensidade dos tornados, a tempestade foi classificada como um F2, quando são registrados ventos entre até 180 a 250 km/h. O Simepar investiga a possibilidade das rajadas terem ultrapassado tal velocidade em algumas regiões da cidade, o que o elevaria a um F3 (entre 250 e 330 km/h).

Mas o que provoca a formação de uma supercélula?

O Simepar exlica que supercélulas são tempestades severas que se formam em um ambiente com forte instabilidade e intenso cisalhamento vertical do vento (diferença na velocidade do vento em diferentes níveis da troposfera).

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Diferente das tempestades comuns, as supercélulas possuem uma corrente ascendente de ar em rotação, conhecida como mesociclone, que gira dentro da nuvem, geralmente nos níveis médios da atmosfera.

As supercélulas podem provocar diferentes fenômenos meteorológicos de grande impacto, como tornados, granizo de grande tamanho, rajadas de vento muito fortes em superfície e até mesmo downbursts ou microexplosões (ventos intensos que descendem da nuvem de tempestade), além de intensa atividade elétrica.

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