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Enel diz que apagão em SP afetou 4,4 milhões de clientes, o dobro do divulgado anteriormente

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A Enel, concessionária dos serviços de energia da cidade de São Paulo, afirmou que o apagão em 10 de dezembro prejudicou 4,4 milhões de clientes na capital naquele dia. O número equivale ao dobro do que havia sido divulgado pela própria empresa no ano passado.

Os dados foram relatados pela própria Enel à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). As informações foram noticiadas pela TV Globo e confirmadas pelo Estadão.

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À época, a empresa afirmava que o apagão atingiu 2,2 milhões de clientes sem luz na quarta, após a chegada de um ciclone ao Estado de São Paulo. Segundo a concessionária, os 2,2 milhões de consumidores afetados correspondem ao pico de clientes desligados simultaneamente e não ao volume acumulado ao longo do apagão.

"Foram 12 horas seguidas de fortes ventos e, na medida em que a empresa reconectava clientes desligados, outros eram impactados sucessivamente com a força do vendaval. O número acumulado de clientes desligados ao longo do dia 10 foi significativamente maior, apurado em análise posterior ao evento climático", diz a empresa.

Clientes afetados

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A correspondência encaminhada pela Enel a Aneel, documento à qual o Estadão teve acesso, foi registrada no dia 19 de dezembro.

"A consolidação dos dados contidos em ambos os arquivos permite à Aneel alcançar o total de aproximadamente 4,4 milhões de clientes interrompidos no dia 10/12/2025, assegurando a correta representação do impacto do evento e a adequada segregação dos tipos de atendimento realizados", afirma a empresa.

Ainda de acordo com o documento, os sistemas da rede reconectaram automaticamente 1,1 milhão de clientes naquele dia. Outros 3,2 milhões tiveram fornecimento restabelecido por meio da atuação de equipes em campo.

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Informações do documento apontam ainda um reduzido número de atendimentos na madrugada do dia 11, quando muitos clientes ainda sofriam o impacto do apagão. Sobre os dados, a Enel afirma que "a quantidade de equipes se concentrou principalmente durante o dia, dada a natureza do evento e para que fosse amplificada a produtividade das equipes".

Governo e Prefeitura de SP pedem caducidade do contrato

A velocidade dos ventos que causaram o apagão chegou a 98 km/h, o que nunca havia sido aferido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) desde o início das medições, em 1963. O fenômeno climático provocou transtornos em cascata na cidade. A cidade chegou a ter milhões de imóveis sem energia, afetando milhões de habitantes em variadas regiões.

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Em dezembro, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o governador de SP, e o prefeito Ricardo Nunes (MDB) anunciaram o pedido de caducidade do contrato com a Enel.

A solicitação foi feita para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que disse que vai usar um processo já aberto em 2024 para acelerar a análise. O processo envolve o diagnóstico das falhas e direito de defesa da concessionária. Após o anúncio, a Enel disse estar disposta a enterrar a fiação e defende sua atuação em SP.

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