Empresário investigado por coação de testemunha no caso do cão Orelha morre em SC
Homem era tio de um dos adolescentes suspeitos de envolvimento nas agressões contra o animal
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Morreu na madrugada de segunda-feira (13), em Florianópolis, um empresário de 52 anos que era investigado por suposta coação de testemunha no inquérito sobre a morte do cão comunitário Orelha. O homem era tio de um dos adolescentes suspeitos de envolvimento nas agressões contra o animal. A causa do óbito foi apontada preliminarmente como infarto do miocárdio, segundo informações confirmadas pela assessoria de sua defesa.
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De acordo com o advogado que representava o homem, o investigado apresentava um quadro de forte depressão e havia perdido cerca de dez quilos nas últimas semanas devido ao estresse provocado pela repercussão do caso. Na esfera criminal, ele era alvo de uma apuração paralela conduzida pela Polícia Civil de Santa Catarina. Ele era apontado como um dos adultos suspeitos de tentar intimidar o porteiro do prédio onde os jovens moram, em uma ação que teria o intuito de prejudicar o andamento da investigação principal. Com a confirmação do óbito, a legislação prevê a extinção da punibilidade em relação a essas acusações.
O caso do cão Orelha gerou forte comoção na Praia Brava, onde o animal era cuidado pelos moradores há aproximadamente dez anos. O cachorro foi vítima de agressões na cabeça no início de janeiro e, devido à gravidade dos ferimentos, precisou ser submetido à eutanásia durante o atendimento veterinário. O inquérito principal segue apurando a conduta dos adolescentes por ato infracional análogo a maus-tratos a animais. Recentemente, o Ministério Público de Santa Catarina solicitou novas diligências à Polícia Civil para aprofundar as apurações antes de emitir uma conclusão definitiva sobre as responsabilidades pelo crime.