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Em posse, reitor da USP cita autonomia e Tarcísio garante parcela de impostos às universidades

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Novo reitor e nova vice-reitora da Universidade de São Paulo (USP), os professores Aluisio Augusto Cotrim Segurado e Liedi Légi Bariani Bernucci tomaram posse nesta sexta-feira, 23, em sessão solene do Conselho Universitário realizada no Palácio dos Bandeirantes. A dupla ficará no cargo até 2030.

No discurso de posse, Segurado estabeleceu como prioridades da nova gestão a garantia da autonomia universitária, para a qual afirmou ser "imprescindível" a manutenção de um modelo de financiamento com previsibilidade de recursos.

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"Contamos com o apoio do governador, mas queremos estender esse debate a parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e à sociedade paulista", disse.

Segurado afirmou ter como prioridade incorporar de forma crítica e responsável novas tecnologias no ensino e gestão e princípios como diversidade, solidariedade e respeito às diferenças no ambiente acadêmico.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, garantiu que uma parcela do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) será destinada à pesquisa e às universidades. "Se as nossas universidades hoje brilham, se cresceram, é porque tinham a garantia do financiamento. Obviamente que isso não pode mudar e não vai ser a reforma tributária que vai fazer com que isso mude. Nós vamos construir juntos o mecanismo de transição."

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Segurado e Liedi formaram a chapa "USP pelas Pessoas", mais votada com 1.270 votos na eleição que aconteceu no fim de novembro. Tarcísio de Freitas assinou a nomeação em 4 de dezembro, seguindo a praxe de optar pelos candidatos que encabeçam a lista tríplice. Eles também foram os mais votados em consulta feita à comunidade universitária em novembro.

O novo reitor já havia antecipado ao Estadão a centralidade da questão do financiamento para a nova gestão, já que o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) deixará de existir a partir de 2026, com a reforma tributária. A USP recebe 5% da arrecadação do tributo do Estado, mas agora a nova gestão terá que discutir com o governo do Estado o futuro orçamento e a origem dos recursos.

Segurado anunciou a criação de um Escritório de Transformação Digital e Inteligência Artificial, ligado ao gabinete do reitor, que terá entre suas missões oferecer aos alunos de graduação e pós uma disciplina optativa de introdução à IA e um programa de formação aos professores.

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Novo reitor e vice-reitora

Médico infectologista, Segurado tem 68 anos e é professor titular da Faculdade de Medicina da USP desde 2012. Fez parte da gestão anterior, de Carlos Gilberto Carlotti Junior, como pró-reitor de Graduação.

Formado em 1980 pela instituição, atuou como voluntário em Marabá, no Pará, o que o levou a se interessar por doenças infecciosas. Fez mestrado e doutorado na própria USP e seguiu a carreira acadêmica, pesquisando a retrovirologia e pessoas que convivem com HIV - teve papel importante no enfrentamento da epidemia no Brasil. Também dirigiu o Instituto Central do Hospital das Clínicas durante a pandemia de covid-19.

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Já Liedi é ex-diretora da Escola Politécnica e foi a primeira mulher a assumir a direção da faculdade de Engenharia, em 2018.

Tem 67 anos, é engenheira formada em 1981 pela Escola Politécnica, onde realizou também mestrado e doutorado com passagem pela ETH Zurich. Na pesquisa, se dedicou às áreas de pavimentação, infraestrutura de transportes e inovação tecnológica, contribuindo para a criação de um dos principais laboratórios de pesquisas ferroviárias do País. Sua experiência em cargos de gestão inclui a presidência do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) do Estado de São Paulo de 2022 a 2024.

Em entrevista ao Estadão após ser comunicado do resultado da eleição em dezembro, Segurado definiu a chapa com Liedi como "parceria sinérgica" com experiência acadêmica e de gestão e projetos de futuro, o que trouxe "segurança para a comunidade".

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