Desembargadora recebe salário de R$ 91 mil e compara situação de juízes à “escravidão”; veja vídeo
Ela afirmou que sem esses valores, juízes poderiam enfrentar dificuldades financeiras
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A desembargadora Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do Pará, passou a ser alvo de debate público após declarações em que afirmou que a magistratura pode enfrentar uma espécie de “regime de escravidão” caso haja redução de benefícios adicionais que compõem a remuneração de juízes. A repercussão ganhou força após a divulgação de que ela recebeu cerca de R$ 91 mil líquidos em um único mês. (Vídeo abaixo)
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Com quase 41 anos de carreira, a magistrada ocupa o cargo de desembargadora desde 2020. Sua trajetória no Judiciário inclui atuação em diferentes comarcas do Pará, tanto no interior quanto na capital, Belém, além de participação na Justiça Eleitoral.
Natural da região Norte, Eva iniciou sua carreira na magistratura em 1985, tendo como primeira lotação o município de Afuá, no arquipélago do Marajó. Ao longo dos anos, foi promovida por antiguidade e passou por diversas unidades judiciais até chegar às varas criminais da capital, sendo posteriormente alçada ao cargo de desembargadora.
Entre 2012 e 2016, também integrou o Tribunal Regional Eleitoral do Pará como membro efetivo. Durante sua carreira, esteve envolvida em etapas do processo relacionado ao Massacre de Eldorado dos Carajás, um dos episódios mais marcantes da história recente do país.
De acordo com dados divulgados pela imprensa, a desembargadora recebeu R$ 91 mil líquidos em março deste ano, acumulando cerca de R$ 216 mil no primeiro trimestre. Os valores superam o teto do funcionalismo público, mas incluem verbas indenizatórias e outros benefícios que podem elevar a remuneração mensal.
Durante sessão da 3ª Turma de Direito Penal do TJPA, Eva criticou o uso do termo “penduricalhos” para se referir a esses adicionais. Segundo ela, eventuais cortes poderiam impactar a rotina dos magistrados e até o funcionamento do Judiciário. Em sua fala, afirmou que, sem esses valores, juízes poderiam enfrentar dificuldades financeiras e mencionou a possibilidade de um cenário semelhante a “regime de escravidão”.
As declarações repercutiram nas redes sociais e ampliaram o debate sobre salários e benefícios no Judiciário brasileiro.
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