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Correios aprovam empréstimo de R$ 20 bi para reestruturar estatal

Conselho de Administração deu aval à operação na sexta-feira (28); medida visa conter prejuízo bilionário e depende do Tesouro

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Correios aprovam empréstimo de R$ 20 bi para reestruturar estatal
Autor A estatal passa por uma grave crise - Foto: © Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Conselho de Administração dos Correios aprovou, na última sexta-feira (28), a contratação de um empréstimo de R$ 20 bilhões. A operação faz parte de um amplo plano de reestruturação para enfrentar a grave crise financeira da estatal, que acumula um prejuízo de R$ 6 bilhões apenas até setembro de 2025. A formalização do crédito ainda depende do aval da Secretaria do Tesouro Nacional, vinculada ao Ministério da Fazenda, que atuará como garantidora.

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A expectativa da diretoria é que a primeira parcela, no valor de R$ 10 bilhões, seja liberada ainda este ano. O restante do montante deve ser repassado em 2026, dividido em duas parcelas de R$ 5 bilhões. Em comunicado interno, a empresa classificou o aporte como indispensável para a transição estrutural, projetando que o rombo nas contas pode chegar a R$ 10 bilhões até o fim de 2025 caso medidas urgentes não sejam tomadas.

Os recursos serão utilizados para recompor o caixa, pagar fornecedores e financiar as etapas do plano de recuperação aprovado na semana passada. As medidas incluem um novo Programa de Demissão Voluntária (PDV), a revisão de contratos de planos de saúde e a venda de imóveis ociosos, estimada em R$ 1,5 bilhão. Além disso, a estratégia prevê o fechamento de até mil agências consideradas deficitárias entre 2026 e 2027, além de investimentos em automação e tecnologia.

O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, afirmou que a perda de participação no mercado de encomendas reduziu drasticamente a receita da companhia. A meta da gestão é reequilibrar as contas nos próximos dois anos para que a empresa volte a registrar lucro em 2027. Fontes do governo indicam que a taxa de juros da operação deve ficar acima de 120% do CDI, patamar considerado alto para empréstimos com garantia da União.

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