Corpo de corretora gaúcha morta em SC segue no IML um mês após o crime
Crime de latrocínio ainda está sendo investigado pelas autoridades
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A família da corretora gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, vive há um mês dias de angústia e espera. O corpo dela foi encontrado no dia 11 de março em Major Gercino (SC), a cerca de 109 quilômetros de Florianópolis, mas ainda não foi liberado para sepultamento. O caso completou 30 dias neste sábado (11).
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Luciani morava em uma pousada no Norte da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis. No dia 6 de março, os familiares, que moram no Rio Grande do Sul, perceberam um comportamento estranho: ela não entrou em contato com a mãe para desejar feliz aniversário. A partir daí, a família começou a desconfiar do desaparecimento.
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Após ficar desaparecida por mais de uma semana, o corpo foi localizado. A Polícia Civil iniciou investigação e prendeu três pessoas poucas horas após a descoberta. O crime é investigado como latrocínio (roubo seguido de morte).
Perícia na "reta final"
A família ainda não conseguiu realizar o velório e o enterro da corretora no Rio Grande do Sul. Nesta sexta-feira (10), a irmã de Luciani, Mônica Estivalet, afirmou ao portal NSC Total que foi informada pelo laboratório responsável de que a perícia está na “reta final”. “Nos foi informado que meados da metade da semana que vem vai ser liberado o DNA para que o corpo seja liberado”, disse.
A Polícia Científica destacou que o corpo ainda está no setor de Genética e Toxicologia, aguardando confirmação por meio de amostras coletadas. Segundo a instituição, o resultado pode levar entre 20 e 40 dias para ser concluído. Se contabilizado em dias corridos, o prazo finalizaria no dia 26 de abril. Se apenas os dias úteis, pode chegar até 14 de maio.
Quem está preso
Três pessoas estão presas suspeitas pela morte da corretora: Ângela Maria Moro, de 47 anos, responsável pela pousada onde Luciani morava; Matheus Vinícius Silveira Leite, de 27 anos; e a companheira dele, de 30 anos. A prisão temporária de Ângela foi prorrogada nesta semana.
Ângela foi presa em flagrante no dia 12 de março por estar em posse de diversos bens pertencentes à Luciani. Segundo a polícia, diversas compras estavam sendo feitas no CPF da vítima desde 6 de março, com entregas em um endereço no norte da Ilha. Durante vigilância, um adolescente foi visto retirando as mercadorias e disse que pertenciam a seu irmão, Matheus.
O que diz a investigação
Segundo a Polícia Civil, Luciani teria sido morta entre os dias 4 e 5 de março. O corpo permaneceu até a madrugada do dia 7 no apartamento dela, quando foi retirado e levado para uma área rural, jogado em um rio e dividido em cinco partes.
De acordo com o Ministério Público, as provas mostram que Matheus teria atuação central na execução do crime, subtração e uso dos bens da vítima. A companheira dele também teria participação ativa na execução e no proveito econômico. Já Ângela teria ocultado bens e vestígios, com indícios de envolvimento anterior à descoberta dos fatos pelas autoridades.
O Tribunal de Justiça concordou em manter a prisão temporária de Ângela, avaliando que sua soltura representaria risco à coleta de provas e à completa individualização das condutas. O inquérito ainda não foi concluído pela Polícia Civil.
Outro caso pode estar relacionado
No dia 18 de março, um corpo encontrado esquartejado dentro de uma mala na Praia do Santinho em dezembro de 2025 foi identificado como Alberto Pereira de Araújo, de 29 anos. A polícia descobriu que Alberto morava na mesma pousada que Luciani. Ele era natural de Laranjal Paulista (SP), mesma cidade de Matheus, um dos investigados pela morte da corretora.
Na quinta-feira (09), Matheus foi ouvido pela primeira vez pela Delegacia de Homicídios em Porto Alegre sobre o caso de Alberto, mas negou envolvimento e disse que o conhecia "apenas de vista". As duas investigações são conduzidas de forma independente.