Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Cotidiano

publicidade
COTIDIANO

COP30/Carlos Nobre: Estamos torcendo muito para o TFFF ser efetivado

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Cientistas de vários países veem no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês) uma iniciativa acertada e que compõe o conjunto de soluções para as mudanças climáticas. "Estamos torcendo muito para o TFFF ser efetivado de fato", afirmou nesta segunda-feira Carlos Nobre, professor da cátedra clima e sustentabilidade e copresidente do Painel Científico para a Amazônia.

Nobre falou com a imprensa logo depois ele e cientistas de outros países apresentarem uma declaração conjunta que será entregue às delegações de 194 países mais a União Europeia. O texto também teve o apoio de ativistas, povos indígenas, líderes políticos e empresariais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"Nossa missão é transmitir o que está acontecendo e mostrar que as soluções baseadas na natureza são fundamentais. É preciso reduzir o uso de combustíveis fósseis e garantir o 'fundo verde' de US$ 1,3 trilhão definido em Baku", disse. O cientista brasileiro pontuou que "todos têm uma enorme responsabilidade de reduzir todas as emissões de gases de efeito estufa, protegendo todos os biomas".

Leia a seguir a íntegra da declaração dos cientistas da Planetary Science:

A COP30 deve proteger a estabilidade dos dois biomas mais ricos da Terra - a floresta amazônica e os recifes de corais tropicais. Com apenas cinco dias restantes de negociações na COP30, cientistas - assim como ativistas, Povos Indígenas, líderes políticos e empresariais - se uniram para pedir aos Chefes de Delegação que entreguem um roteiro claro para eliminar gradualmente os combustíveis fósseis e proteger as florestas tropicais. A ciência soa o alarme há décadas: os ecossistemas mais biodiversos do planeta, em terra e no oceano - a floresta amazônica e os recifes de corais tropicais - estão sob pressões intoleráveis. Somente nos últimos dois anos, a Amazônia viveu uma das piores secas já registradas. A ciência mostra que a mudança climática causada pelo ser humano tornou essa seca 30 vezes mais provável do que seria sem interferência humana. A Amazônia também registrou o maior número de incêndios em quase duas décadas, mais de 140,000 incêndios florestais, a grande maioria deles causados pela ação humana, queimando milhões de hectares de floresta, liberando enormes quantidades de carbono e afetando gravemente a saúde das populações. A pressão combinada das emissões de combustíveis fósseis e do desmatamento empurra a Amazônia na direção de mudanças irreversíveis. Quando a floresta se degrada e grandes áreas deixam de absorver carbono para se tornarem fontes de emissões, todo o planeta sentirá o impacto. Os recifes de corais tropicais, berço de um terço de toda a vida marinha, atingiram - ou estão muito próximos de atingir - um ponto de não retorno. O aquecimento dos oceanos e a acidificação, impulsionados pelas emissões de combustíveis fósseis, estão destruindo esses ecossistemas. O mundo já perdeu entre 30% e 50% de seus recifes. Apenas nos últimos três anos, mais de 80% sofreram branqueamento severo, enfraquecendo as bases de vida de inúmeras comunidades costeiras que dependem deles para alimentação e sustento. Neste fim de semana, o povo de Belém levou esse alerta às ruas com um rugido colorido. Nossa mensagem é clara: a perda dos recifes de corais e a degradação da Amazônia - uns dos maiores estabilizadores climáticos da Terra - afetam a todos nós. Aqui na Amazônia, a COP30 deve conceber um esforço global para proteger a vida em todas as suas formas. Os países precisam se unir para entregar roteiros para eliminar gradualmente os combustíveis fósseis e deter e reverter a perda das florestas. Isso exige manter firme a "missão 1.5".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Cotidiano

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline