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COP30: Gilberto Gil e Cacique Raoni trocam saberes: 'Consciência de pertencer à natureza'

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Enquanto na Zona Azul da Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP30) negociadores travam longas conversas para chegar a acordos sobre o combate às mudanças climáticas, em uma casa na região central de Belém o consenso chegou de forma inesperada: o cantor Gilberto Gil e Cacique Raoni concluíram que não tinham muito a dizer.

Durante cerca de 20 minutos, nesta terça-feira, 11, Gil e Raoni falaram sobre a relação com a natureza e a importância de proteger o meio ambiente da devastação. A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, também participou do evento, que foi organizado pela entidade Conservação Ambiental.

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Em Refloresta, Gil canta que "manter em pé o que resta não basta". E conclui que "o jeito é convencer quem devasta a respeitar a floresta". Durante a conversa, o cantor explicou que a inspiração para defender o meio ambiente por meio das músicas tem origem em sua relação com a natureza desde quando ainda estava na barriga da mãe.

"Essa consciência de pertencer à natureza foi se consolidando e é uma coisa que não parou até hoje e não vai parar nunca. No meu modo de ver, no meu modo de esperar, eu acho que nem depois da morte isso vai parar", refletiu Gil.

Em suas reflexões sobre vida e morte, Gil reiterou que a natureza é o único caminho comum. "Esse sentimento profundo sobre pertencer ao mundo, pertencer à terra, pertencer à natureza e ser responsável por esse pertencimento, esse convívio com essa força, acho que tudo isso vai permanecer", finalizou.

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Liderança reconhecida mundialmente, Cacique Raoni fez um apelo para que os povos indígenas somem forças com os brancos para preservar a natureza. As falas de Raoni foram traduzidas do idioma kayapó por seu neto Patxon Okreãjti Metuktire.

"Não podemos mais continuar querendo brigar com os brancos. Nós temos que trabalhar agora a paz entre nós. É isso que eu venho fazendo desde muito tempo", disse.

Raoni destacou que é preciso uma mudança de rumo para salvar o meio ambiente. "O que os madeireiros fazem desflorestar, o que as empresas mineradoras e os garimpeiros fazem de revirar a terra não é bom. Isso se continuarem esse trabalho de destruição, podemos ter problemas maiores", disse.

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Ao fim da conversa, tocando um maracá, como que em forma de oração pela tarefa difícil de salvar o planeta do aquecimento global, Gil transmitiu ao público uma dose de esperança e cantou: "Andar com fé eu vou, que a fé não costuma faiá".

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