Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Cotidiano

publicidade
COTIDIANO

Continente americano perde certificação de região livre do sarampo

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) anunciou na última segunda-feira, 10, que o continente americano deixou de ocupar o posto de região livre da transmissão endêmica do sarampo. Em comunicado, a organização informou que a transmissão endêmica da doença foi restabelecida no Canadá, onde o vírus circula há pelo menos 12 meses. Como resultado, ainda que outros países, incluindo o Brasil, mantenham o status de áreas livres do sarampo, as Américas perderam a classificação. "Essa perda representa um retrocesso, mas é também reversível", afirmou Jarbas Barbosa, diretor da Opas, em nota.

É a segunda vez que a região das Américas perde a certificação. Em 2018 e 2019, surtos na Venezuela e no Brasil levaram à perda do status de região livre do sarampo, doença altamente contagiosa que pode provocar pneumonia, encefalite, cegueira e morte. No Canadá, o surto começou em outubro de 2024, em New Brunswick, e o país já supera 5 mil casos registrados. Embora em declínio, ainda há transmissão em províncias como Alberta, Colúmbia Britânica, Manitoba e Saskatchewan.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"Enquanto o sarampo não for eliminado em nível mundial, nossa região continuará enfrentando o risco de reintrodução e disseminação do vírus entre populações não vacinadas ou com cobertura vacinal insuficiente. No entanto, como já demonstramos antes, com compromisso político, cooperação regional e vacinação sustentada, a região pode novamente interromper a transmissão e recuperar essa conquista coletiva", acrescentou o médico sanitarista brasileiro no comunicado.

Status do Brasil

Diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai diz que o Brasil tem alguns focos da doença, mas, graças à vigilância local rigorosa, o País não perdeu sua certificação. "No entanto, precisamos ficar atentos porque, por exemplo, os Estados Unidos estão em alerta e a região é um grande destino dos brasileiros", afirma.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo a Opas, até 7 de novembro de 2025, foram relatados 12.596 casos confirmados de sarampo em dez países. Aproximadamente 95% desses casos estão concentrados no Canadá, México e Estados Unidos, o que representa um aumento de 30 vezes em comparação com 2024. Além disso, foram registradas 28 mortes - 23 no México, três nos Estados Unidos e duas no Canadá.

Cerca de 89% dos casos envolvem indivíduos não vacinados ou com situação vacinal desconhecida, de acordo com a Opas. Crianças menores de um ano compõem o grupo mais afetado, seguidas por crianças de um a quatro anos. Para controlar o avanço da doença, segundo Ballalai, são necessárias ações de vigilância, atuação rápida diante de qualquer caso suspeito e campanhas de vacinação com a tríplice viral.

Presidente da Câmara Técnica para a Eliminação do Sarampo, Rubéola e Síndrome da Rubéola Congênita do Ministério da Saúde, Renato Kfouri enfatiza a vacinação como forma de combater a doença - a Opas estima que, nos últimos 25 anos, a imunização tenha evitado mais de seis milhões de mortes no continente. O esquema vacinal prevê duas doses e, embora o País registre uma cobertura alta na primeira aplicação, a cobertura vacinal da segunda dose está próxima de 79%, abaixo da meta de 95%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para mobilizar esforços, a Câmara Técnica apresentou à Opas recomendações que incluem intensificar a vigilância e melhorar a cobertura da segunda dose, com identificação de não vacinados e ações em regiões com baixa adesão. "O grande desafio continua sendo manter o Brasil longe do sarampo, especialmente quando nossos vizinhos registram alta de casos", finaliza Kfouri.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Cotidiano

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline