Conheça o inseto Maruim, que infesta cidade de SC e gera transtornos à população
Inseto, que se reproduz em áreas de matéria orgânica e cultivos agrícolas, causa irritação na pele e pode transmitir doenças similares à dengue
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A prefeitura de Ilhota, no Vale do Itajaí (SC), anunciou que está adotando medidas para enfrentar a infestação de maruim que tem causado transtornos à população local. Em nota divulgada nesta quarta-feira (8), o município de 17 mil habitantes informou que o processo de contratação de uma empresa especializada para o controle do inseto está em trâmite administrativo. A expectativa é que seja utilizada a mesma metodologia aplicada na cidade vizinha, Luiz Alves, que se tornou referência regional no combate ao mosquito.
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Moradores de Ilhota afirmam que precisam ficar trancados em casa para evitar as picadas. Quem sai para trabalhar ou estudar, precisa usar calça, casaco e luvas para afastar o inseto, apesar do clima quente dos últimos dias.
Cientificamente chamado de Culicoides paraensis, o maruim é significativamente menor que os mosquitos comuns, sendo 12 vezes menor que o transmissor da dengue e 20 vezes menor que o pernilongo doméstico. De acordo com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), a proliferação ocorre prioritariamente em locais com alta concentração de matéria orgânica em decomposição e umidade, como brejos e pântanos.
Em Ilhota, o cenário é agravado por fatores climáticos e pela forte atividade agrícola, especialmente o cultivo de banana e arroz, que oferecem condições ideais para a reprodução.
O maior risco à saúde humana é a transmissão da Febre do Oropouche, cujos sintomas — dores de cabeça, musculares e articulares, além de náuseas e diarreia — assemelham-se aos da dengue e da chikungunya, o que pode dificultar o diagnóstico clínico.
Apenas as fêmeas picam, utilizando o sangue como suplemento para a produção de ovos. Embora o efeito mais comum seja a irritação e ardência na pele, especialistas alertam que populações volumosas do inseto aumentam o risco de surtos em seres humanos e também em animais de pecuária, como bovinos e equinos.
Até o momento, não existe um tratamento específico para a Febre do Oropouche. As recomendações médicas para os infectados incluem repouso, acompanhamento profissional e tratamento dos sintomas.
A Secretaria de Saúde de Ilhota aguarda a conclusão das etapas legais para publicar a homologação da empresa responsável pela execução dos serviços de controle, enquanto orienta a população sobre os cuidados básicos para evitar a exposição ao mosquito.