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Como é o 2º maior aquário da América Latina, inaugurado em Foz do Iguaçu

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Sob o turbilhão das Cataratas do Iguaçu, visitadas anualmente por 2 milhões de pessoas, em Foz do Iguaçu (PR), existe um ecossistema vibrante e invisível para quem, mesmo de perto, observa a força das águas. Inaugurado nesta sexta-feira, 14, o AquaFoz, segundo maior aquário da América Latina - atrás apenas do AquaRio (RJ) -, agora permite desvendar a beleza da vida no encontro dos rios Iguaçu e Paraná e no caminho percorrido pelas águas até o oceano.

Em 28 recintos, que totalizam 3,3 milhões de litros dágua, o aquário na Tríplice Fronteira reproduz com fidelidade científica e cenográfica ecossistemas de rios e mares. Entre os habitantes do local, estão tubarões-lixa, galha-branca, leopardo, bambu e freycineti, além de raias, baiacus, dourados, peixes-palhaço, cavalos-marinhos e piranhas.

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"As pessoas vêm para Foz do Iguaçu principalmente para ver as belezas das Cataratas, um patrimônio mundial natural pela Unesco, mas não fazem ideia do que tem embaixo daquela água. Agora poderão entender toda essa dinâmica. E é uma história bonita que temos para contar", afirma o CEO do Grupo Cataratas, Pablo Morbis, responsável pelo AquaFoz.

Segundo ele, o aquário - próximo ao Parque Nacional do Iguaçu - permitirá ao visitante percorrer um trajeto a partir do rio Iguaçu, que nasce na região de Curitiba, e corta o Estado até se encontrar com o Rio Paraná, próximo ao Marco das Três Fronteiras (Brasil, Paraguai e Argentina). De lá, as águas seguem rumo ao Oceano Atlântico, passando por lugares como Buenos Aires e Montevidéu.

"Tudo isso está conectado. Existe uma vida aquática muito grande nesses rios. No Iguaçu, 70% das espécies são endêmicas, só vivem ali", explica. "Toda a conservação marinha e questões como temperatura da água, elevação do nível dos oceanos, tão em voga atualmente, 'no fim do dia' isso começa numa nascente de rio. É preciso conscientizar as pessoas da conexão entre rios e mares", indica o CEO.

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Números e curiosidades do AquaFoz:

. a estrutura do aquário suporta carga comparável à de um prédio de 20 andares e tem 13 mil metros quadrados de área construída. Foram usados na obra o equivalente a 1.650 caminhões-betoneira cheios de concreto;

. acrílicos chineses presentes na obra pesam mais de 13 toneladas cada um. Juntos, eles totalizam 55 metros quadrados formando um grande visor;

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. mais de 300 espécies estão presentes nos 28 aquários, que abrigam mais de 10 mil animais;

. os tanques chegam a 6 metros de altura de coluna dágua, o que equivale a 6 toneladas por metro quadrado;

. o local tem mais de 200 bombas dágua e em um complexo sistema de tubulações com mais de 24 quilômetros;

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. a laje de um edifício comum tem entre 15 e 20 centímetros de espessura, já o aquário conta com uma laje de 50 centímetros;

. o Tanque Oceânico, que abriga espécies marinhas, tem capacidade para 2 milhões de litros de água, volume superior à vazão normal das Cataratas do Iguaçu;

. foram importadas de Israel 18 toneladas de um sal específico para o tratamento da água doce e poder criar o ambiente correto para os animais marinhos

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O projeto do AquaFoz nasceu há cinco anos, em plena pandemia da covid-19, e teve investimento total de R$ 140 milhões. Agora em funcionamento, o AquaFoz gera 400 empregos diretos e indiretos. A expectativa para o primeiro ano é a de que cerca de meio milhão de pessoas visitem o local - número que pode chegar a 800 mil visitantes no prazo de três a cinco anos.

O circuito completo pelo AquaFoz, dividido em três andares, tem extensão de 750 metros - semelhante à da nova Ponte da Integração, que conecta Brasil e Paraguai. "A beleza e a diversidade colocam o AquaFoz em um lugar muito especial. Existem poucos aquários no mundo que vão trazer essa riqueza de detalhes dos nossos rios", afirma Morbis.

Conservação de espécies

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Por trás dos encantos da visitação, um aquário permite o desenvolvimento de projetos e pesquisas para reprodução e manutenção de espécies, inclusive algumas criticamente ameaçadas de extinção. No AquaRio, em nove anos, foram mais de 50 trabalhos científicos publicados. Novas parcerias estão sendo firmadas com instituições e universidades para que o AquaFoz também se torne referência em pesquisa.

De acordo com Rafael Franco, biólogo do Grupo Cataratas, um dos trabalhos desenvolvidos e ligados ao aquário em Foz é uma parceria para a preservação do surubim-do-Iguaçu, peixe que só existe nesse rio e que corre o risco de desaparecer. Esse projeto é desenvolvido com a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e a Copel.

"Esse é um projeto para devolver ao rio os surubins que perdeu ao longo dos anos. É um reforço populacional. Os animais são reproduzidos em laboratório por pesquisadores de bolsas de pós-doutorado, que trabalham para aprimorar essas técnicas", explica Franco.

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Cuidados diários com os animais

O biólogo conta que somente a equipe técnica tem cerca de 60 profissionais de diferentes áreas, como medicina veterinária, zootecnia, biologia e engenharia de aquicultura. Exames médicos e alguns tipos de cirurgias também podem ser realizadas no local.

Para manter a qualidade de vida dos animais, o AquaFoz conta um moderno sistema de filtragem dos tanques. "Cada um tem seu próprio sistema de filtragem e cada um tem seu parâmetro, de acordo com cada animal. Se tem o peixe-palhaço, tem uma exigência específica, e o sistema de filtragem garante", afirma Franco.

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De acordo com o biólogo, entre as mais de 300 espécies, algumas se destacam por serem extremamente sensíveis nos cuidados, como corais, águas-vivas e cavalos-marinhos. "Tem toda uma tecnologia para conseguir manter a iluminação, temperatura e qualidade da água. E tem também a nutrição diferenciada, já que temos laboratório para produzir microrganismos que servem de alimentos para os animais", conta.

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