Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Cotidiano

publicidade
ASTRONOMIA

Cometa raro poderá ser visto a olho nu a partir deste sábado em todo o país; saiba mais

Possibilidade de observação sem o auxílio de telescópios ou binóculos se deve à intensa atividade do cometa à medida que ele se aproxima do sol

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Cometa raro poderá ser visto a olho nu a partir deste sábado em todo o país; saiba mais
Autor O C/2025 R3 (PanSTARRS) exibe cauda proeminente em Pasyn, na Polônia, em 9 de abril - Foto: Bartlomiej Grzywacz

O cometa C/2025 R3 (PanSTARRS) será um belo programa de fim de semana para os brasileiros que gostam de observar o céu. O astro, um raro visitante vindo do Cinturão de Kuiper (uma região gelada e remota depois de Netuno), vai se exibir no Brasil a partir de sábado, 18 de abril, embora sua cauda proeminente já venha rendendo lindas imagens em outros países.

- LEIA MAIS: Astronautas da Artemis II pousam no mar e retornam do espaço após missão lunar

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Os melhores dias para observar o cometa em todo o Brasil serão 18, 19 e 20 de abril. Nessas datas, o objeto estará mais próximo do seu periélio (o ponto de sua órbita mais próximo do Sol), o que aumenta significativamente o seu brilho. Para garantir a visualização, os interessados devem olhar para o horizonte leste (lado onde o sol nasce) cerca de uma hora antes do sol nascer. É fundamental escolher um local longe da poluição luminosa das cidades e com o horizonte livre de obstáculos, como prédios ou árvores. Mesmo antes do sol nascer já há claridade no céu (crepúsculo matutino) então o tempo de observação será muito curto.

Segundo a astrônoma do Observatório Nacional (ON), Josina Nascimento, existem três tipos de crepúsculo matutino: o crepúsculo astronômico, que ocorre quando o Sol está a 18 graus abaixo do horizonte leste e é o último momento de escuridão total; o crepúsculo náutico, que ocorre quando o Sol está a 12 graus abaixo do horizonte leste e já se começa a distinguir céu do mar; e crepúsculo civil, quando o Sol está 6 graus abaixo do horizonte leste e a estrela mais brilhante do céu deixa de ser visível. O raciocínio inverso é feito para os crepúsculos vespertinos.

Para se ter uma ideia, no Rio de Janeiro, no dia 18 de abril o Sol nascerá às 6h07, o crepúsculo matutino civil será às 5h44, o crepúsculo matutino náutico será às 5h17 e o crepúsculo matutino astronômico será às 4h51. Observemos que cerca de uma hora antes do nascer do Sol, neste dia, no Rio de Janeiro, estaremos no crepúsculo astronômico e com possibilidade de visualizar o cometa, pois o céu ainda estará escuro, embora não totalmente escuro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Professor da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) e parceiro do Observatório Nacional (ON/MCTI) no programa “O Céu em sua Casa”, o astrônomo Gabriel Hickel dá as orientações para quem deseja capturar esse momento único. "Quem quiser vê-lo deverá procurar um local bem escuro, longe das luzes dos centros urbanos, com o horizonte leste desimpedido. O melhor horário será uma hora antes do nascer do Sol em cada lugar. O uso de binóculos é recomendável", orienta.

SAIBA MAIS

Brilho e magnitude: O brilho de um cometa é medido pela magnitude (uma escala numérica onde, quanto menor o número, mais brilhante é o objeto). Estima-se que o R3 PanSTARRS possa atingir a magnitude 2,5, tornando-se visível a olho nu, de forma semelhante à mais fraca das estrelas “Três Marias”.

Dispersão frontal: A visibilidade pode ser ampliada pela dispersão frontal (fenômeno físico onde a poeira da cauda do cometa reflete a luz solar diretamente para a Terra), o que pode causar um aumento repentino e espetacular no brilho no final de abril.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Conjunção celeste: Nos dias 15 e 16 de abril, o cometa proporcionará um evento fotográfico raro ao aparecer visualmente próximo à conjunção (alinhamento aparente no céu) entre a Lua, Mercúrio, Marte e Saturno.

A despedida: Após atingir sua mínima distância da Terra no dia 27 de abril (73 milhões de quilômetros), o cometa começará a ser arremessado para fora do Sistema Solar por sua órbita atual, sem previsão de retorno.

Para quem não conseguir acordar cedo no fim de semana, haverá uma nova chance: após o dia 27 de abril, o cometa voltará a ficar visível, mas desta vez após o pôr do sol, facilitando a observação no início da noite. Entretanto, entre os dias 21 e 26 de abril, ele estará muito próximo da direção do Sol, o que impedirá sua visão devido ao brilho excessivo da nossa estrela.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O C/2025 R3 foi descoberto no ano passado e seu nome segue a convenção padrão de nomenclatura de cometas:

C/ – usado para cometas com períodos orbitais maiores que 200 anos ou para cometas que têm órbita com período variável ou aberta, deixando o Sistema Solar

2025 – o ano da descoberta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

R – indica a descoberta na primeira metade de setembro (cada metade do mês recebe uma letra de A a Y, excluindo I).

3 – foi o terceiro cometa descoberto nessa metade do mês.

Com informações do Observatório Nacional.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Cotidiano

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV