Com fama de "casamenteiro", saiba quem foi Santo Antônio de Pádua
Santo Antônio continua muito presente na fé de brasileiros apaixonados ou em busca de um amor
Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline
Nesta terça-feira, 13 de junho, é celebrado pela Igreja Católica o Dia de Santo Antônio. O santo é bastante celebrado pelos solteiros, já que é considerado "casamenteiro" pela tradição popular. Mas quem foi Santo Antônio de Pádua e por que ganhou essa fama? Conheça um pouco da história dele.
Seu nome de batismo era Fernando de Bulhões e Taveira de Azevedo e passou a se chamar Antônio aos 25 anos, quando se tornou frade franciscano.
Santo Antônio era português, nasceu em Lisboa, provavelmente em 1195, e morreu em 13 de junho de 1231, em Pádua, na Itália, por isso é também conhecido como Santo Antônio de Pádua.
A ideia de que ele seria um 'santo casamenteiro vem da ajuda que, em Pádua, ele dava a noivas. Como muitas moças não tinham dinheiro para o enxoval, ele as ajudava a recolher doações para o dote. Por isso tudo, virou o protetor dos namorados e das solteiras.
Dos pedidos realizados pelo santo, há a história de que Santo Antônio teria atendido aos rogos de uma moça que, para se casar, precisava um dote. A moça teria, então, encontrado um bilhete de Santo Antônio que pedia para ser entregue a um determinado comerciante.
- LEIA MAIS: Fé e tradição: confira simpatias para os santos do mês de junho
O bilhete ordenava que o comerciante desse à moça moedas de prata de acordo com o peso do papel. Pensando que o papel pesaria muito pouco, ele aceitou. Mas foram necessários 400 escudos da prata para que a balança chegasse ao equilíbrio.
O comerciante lembrou-se de uma promessa que havia feito a Santo Antônio e não havia cumprido: dar 400 escudos de prata para a igreja. A jovem recebeu a quantia e pôde, assim, se casar.
Outra lenda atribuída ao santo teria ocorrido porque uma jovem que havia feito uma promessa a Santo Antônio colocou sua imagem na janela à espera de um noivo. Como não era atendida, derrubou a estátua na calçada.
A imagem acabou caindo na cabeça de um rapaz e, por causa do acidente, os dois se apaixonaram e se casaram. Isso originou a mania dos fiéis de colocá-lo de cabeça para baixo, dentro d’água e virado contra a parede uma punição até ter sua graça alcançada.
Para se ter uma ideia, muitas noivas escrevem até hoje o nome das amigas no vestido de casamento para ajudá-las a casar, com uma oração para Santo Antônio junto aos nomes, para que o pedido tenha mais força. Em alguns casamentos, na hora de jogar o buquê, as noivas inovam e fazem um buquê de santinhos feitos de tecidos ou feltros.
Assim, Santo Antônio continua muito presente na imaginação popular e na fé de muitos brasileiros apaixonados ou em busca de um amor.
Últimas em Cotidiano
Mais lidas no TNOnline
Últimas do TNOnline