Cidade que oferta tirzepatida de graça é criticada por farmacêutica do Mounjaro
Empresa detentora da patente afirma que o produto distribuído no interior de SP é uma versão industrializada sem os controles de segurança
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A farmacêutica Lilly, fabricante do medicamento Mounjaro, criticou publicamente a Prefeitura de Urupês, no interior de São Paulo, pela oferta gratuita de tirzepatida na rede municipal de saúde. Em nota oficial, a empresa manifestou profunda preocupação com a segurança dos pacientes, afirmando que o produto distribuído é uma versão manipulada em escala industrial e não o medicamento original aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo a Lilly, "boas intenções não compensam riscos", ressaltando que versões manipuladas não passam pelos mesmos controles de esterilidade e purificação do produto industrializado.
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A administração de Urupês, por sua vez, defende a iniciativa e afirma ter adquirido os fármacos de uma empresa regularizada em Santana de Parnaíba, com autorização da Anvisa. O programa visa atender cerca de 200 pacientes de forma escalonada, priorizando pessoas com 40 anos ou mais, índice de massa corporal (IMC) elevado e comorbidades associadas. O público-alvo inicial foca em quem aguarda cirurgia bariátrica ou está em situação de vulnerabilidade, contando com o suporte de uma equipe multidisciplinar formada por endocrinologistas, nutricionistas e psicólogos.
A polêmica central gira em torno da regulação. A Lilly sustenta que a tirzepatida manipulada não é um substituto legal para o medicamento de referência e que o programa municipal estaria fora do escopo permitido pela legislação brasileira. A fabricante revelou que, em análises globais, encontrou bactérias e impurezas em versões manipuladas do fármaco. Já o Ministério da Saúde esclareceu que os municípios possuem autonomia para ofertar tratamentos com recursos próprios, desde que atendam às necessidades locais e normas vigentes.
Atualmente, cerca de 43% da população de Urupês apresenta algum grau de sobrepeso, segundo dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan). A prefeitura reforça que o uso do medicamento é estritamente clínico, sendo proibida a utilização para fins estéticos. Os pacientes que não se enquadram nos critérios rigorosos de IMC e tempo de tratamento prévio continuam recebendo apenas acompanhamento nutricional e suporte psicológico pela rede pública.
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