Briga por fortuna deixada por tio de Suzane von Richthofen tem reviravolta
Médico Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane e Andreas, morreu sem deixar documento de partilha; disputa envolve prima que alega união estável
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A disputa pelo patrimônio deixado pelo médico Miguel Abdalla Netto, avaliado em R$ 5 milhões, sofreu uma reviravolta jurídica que tende a favorecer seus sobrinhos, Suzane e Andreas von Richthofen. A ausência de um testamento e uma vitória judicial do médico contra a mulher que hoje pleiteia a herança são os fatores determinantes no caso.
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O Colégio Notarial do Brasil (seção São Paulo) confirmou que não existe testamento em nome de Abdalla Netto. Como o médico não tinha filhos, pais vivos ou outros irmãos, a legislação brasileira prevê que, na ausência de cônjuge ou companheiro comprovado, a herança seja destinada aos parentes colaterais — neste caso, os sobrinhos.
A disputa pela união estável
A controvérsia central envolve Silvia Magnani, prima de Miguel. Após a morte do médico, Silvia apresentou-se como responsável pelos trâmites funerários e alegou ter mantido uma união estável com ele, o que a tornaria herdeira necessária.
No entanto, documentos jurídicos de 2024 enfraquecem essa alegação. No ano passado, Miguel Abdalla moveu e venceu uma ação de reintegração de posse contra a própria Silvia, que residia em um imóvel de sua propriedade.
Na sentença, proferida em outubro de 2024, a Justiça determinou que Silvia desocupasse o local e pagasse valores retroativos pelo uso do bem. Durante o processo, o médico negou explicitamente a existência de qualquer união estável com a prima. Essa decisão judicial torna-se agora uma prova robusta a favor de Suzane e Andreas na briga pelo espólio, que inclui imóveis, um sítio e aplicações financeiras.
Morte e contexto familiar
O corpo de Miguel Abdalla Netto foi encontrado em avançado estado de decomposição no dia 9 de janeiro, em sua residência no bairro Campo Belo, Zona Sul de São Paulo. A Polícia Civil investiga o caso, mas a hipótese principal é de morte por causas naturais, possivelmente um infarto. A confirmação depende da conclusão do laudo pericial.
O médico era irmão de Marísia von Richthofen e cunhado de Manfred von Richthofen, assassinados em 2002 a mando da filha do casal, Suzane. O conflito atual pela herança começou logo após a descoberta do corpo, quando Suzane tentou realizar a liberação no Instituto Médico Legal (IML), mas foi impedida pois o procedimento já havia sido iniciado por Silvia.
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