Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Cotidiano

publicidade
COTIDIANO

Brasil ainda carece de política pública clara e efetiva para proteger fronteiras, diz Derrite

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou neste sábado, 7, que o Brasil ainda carece de uma política pública clara e efetiva para proteger suas fronteiras e combater o tráfico internacional de drogas. "Qual é a política pública bem definida para proteger as nossas fronteiras, para evitar que essa droga chegue? Não existe", declarou.

Ao comentar a PEC da Segurança Pública, em discussão no Congresso Nacional, Derrite avaliou que há uma "janela de oportunidade" para legislar sobre o tema, mas criticou pontos do texto que, segundo ele, não enfrentam o cerne do problema. "A minha crítica é: então precisa de PEC para fazer isso?", questionou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Para Derrite, o foco deveria estar em "enfraquecer e asfixiar financeiramente o crime organizado".

"O Brasil é o segundo maior consumidor de cocaína do mundo, e o porto de Santos é o segundo maior exportador da droga, só atrás de Guayaquil, no Equador. E nós não produzimos cocaína", disse ele, ao destacar a importância de uma ação coordenada entre as forças de segurança federais e estaduais.

Segundo Derrite, o efetivo das polícias federais é insuficiente para enfrentar o problema sozinho. "A Polícia Federal tem cerca de 13 mil homens, a Rodoviária Federal também. São 26 mil no total. Aqui em São Paulo, temos 111 mil homens e mulheres. Precisa existir uma rede colaborativa, integrada."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro ponto criticado por Derrite foi a falta de medidas mais duras contra a reincidência criminal. "Nós prendemos uma, duas, 15, 30 vezes um criminoso por roubo", disse.

Ele defendeu a limitação do acesso à audiência de custódia. "Eu não sou a favor de acabar com a audiência de custódia, mas de limitar o acesso. A sociedade aceita que quatro sequestradores sejam liberados após audiência de custódia? Tenho certeza que não."

Sobre os repasses federais, Derrite afirmou que o valor destinado à segurança pública é "irrisório" diante do orçamento necessário. "De uma pasta como a minha, que tem R$ 33 bilhões de orçamento no ano, eu recebo R$ 50 milhões do governo federal. É muito pouco para se combater o crime."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

*Os repórteres viajaram a convite da Esfera Brasil

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Cotidiano

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV