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Bloco em Pinheiros ironiza tarifaço de Trump e destaca soberania nacional

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O Bloco Bastardo desfila por Pinheiros, zona oeste de São Paulo, em seu 13ª carnaval neste domingo, 15. O grupo, que toca marchinhas próprias e canções clássicas, já havia saído ontem, 14, e voltará às ruas na terça-feira, 17. Em 2026, o tema é "soberania nacional", sobre o orgulho de ser brasileiro e preservar a autonomia do Brasil.

Nesse ano, a marchinha tema buscou reforçar elementos brasileiros e latino-americanos, de cinema, vestuário, comida e bebida - e até o Zé Gotinha, símbolo das campanhas de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). "Não me vendo, não te importo/sangue quente, sou real/minha pátria, nossa pinga vem/provar meu carnaval", diz um trecho.

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"Salve o mestre, o mascarado/chama tudo que é bastardo/minha penca de banana/mete taxa nos bacana", afirma outra parte da marchinha, que faz alusão ao momento geopolítico global, de tensões entre países e de instabilidade causada pelo presidente americano Donald Trump, que no último ano impôs altas tarifas a uma série de nações, incluindo o Brasil. Segundo os organizadores, o bloco sempre reage ao contexto sociocultural.

Outros foliões homenagearam memes das redes sociais, como a senhora que teria ido ao Aeroporto de Erechim, no Rio Grande do Sul, para esperar o ator americano Brad Pitt.

O Bastardo saiu da rua João Moura às 14 horas e no meio do caminho cruzou com outro tradicional bloco da zona oeste, o Jegue Elétrico. A estimativa de público é de pelo menos 10 mil pessoas para cada um dos três dias.

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Segundo a presidente do bloco, Ana Luiza Borges, o número de desfiles já foi maior (os quatro dias do feriado), mas reduziram para evitar o cansaço da maratona carnavalesca. A organização também realizou um "after" - festa privada paga, posterior ao bloco, no sábado - para arrecadar dinheiro e manter as atividades.

O grupo teve a experiência de carnavais anteriores para superar dificuldades financeiras neste ano, como a falta de verba de apoio da Prefeitura. Segundo ela, "somos um bloco independente, não temos financiamento externo constante", conta a organizadora, que é cientista social e sócia de uma empresa de consultoria.

A solução foi buscar outras fontes de receita, como fazer shows, vender bonés e campanhas virtuais de arrecadação. O Bastardo conseguiu entrar em edital de financiamento da Ambev e teve patrocínio de uma academia local.

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"Esse tipo de parceria nos deixa contentes porque reforça o aspecto comunitário do bloco, como movimento cultural do bairro em que os comerciantes e mais pessoas que estão no trajeto contribuem na perspectiva de também se beneficiarem dessa manifestação", diz Ana Luiza.

O Bastardo surgiu em 2013, como uma ala jovem do Vai Quem Qué, outro bloco tradicional de Pinheiros, que existe desde 1981. O nome Bastardo se dá pela ideia de que a "rua é a mãe de todos, e o pai é desconhecido". Além das marchinhas novas compostas para cada ano, o bloco tem hino fixo.

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