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"Ayrton Senna do Motocross": Chumbinho Becker morre após cair em ribanceira em SC

Piloto perdeu o controle da moto na SC-305, no Oeste de Santa Catarina; polícia suspeita que excesso de velocidade e más condições da pista causaram o

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Autor O piloto morreu no último sábado (31) - Foto: Reprodução

O motociclismo brasileiro perdeu um de seus maiores ícones. Milton "Chumbinho" Becker, multicampeão nacional e mundial de motocross, morreu na tarde de sábado (31) após sofrer um acidente de trânsito na rodovia SC-305, em Campo Erê, no Oeste de Santa Catarina. O ex-piloto, comparado por fãs ao "Ayrton Senna do motocross" devido à sua dominância nas pistas, deixa um legado de recordes dificilmente superáveis.

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Chumbinho pilotava uma motocicleta — veículo que o consagrou mundialmente — quando perdeu o controle da direção, saiu da pista e caiu em uma ribanceira ao lado de uma ponte. Ele não resistiu aos ferimentos.

De acordo com a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), as investigações preliminares apontam para uma combinação fatal: excesso de velocidade do condutor somado às más condições de conservação da rodovia. O trecho onde ocorreu a tragédia tem velocidade máxima permitida de 40 km/h.

O piloto era natural de Itapiranga (SC) e residia na cidade vizinha de Iporã do Oeste, onde atuava como empresário após se aposentar das competições oficiais em 2018.

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Quem foi Chumbinho Becker

A trajetória de Milton Becker é marcada por uma longevidade impressionante e uma estante de troféus histórica. Em mais de 30 anos dedicados ao esporte, ele acumulou mais de 70 títulos.

Principais conquistas:

  • 27 vezes Campeão Brasileiro em diversas categorias.
  • Campeão Mundial de Veteranos (MTA World Vet Motocross Championship) em 2014, na categoria 40+ Expert.
  • Estaduais: 9 vezes campeão catarinense, 2 vezes campeão paranaense e 2 vezes campeão mato-grossense.

Segundo registros da modalidade, a alcunha "Chumbinho" surgiu antes da fama, quando Milton trabalhava como frentista em um posto de combustíveis. Colegas brincavam que ele "parecia ter chumbo no corpo" por passar muito tempo sentado nos momentos de pouco movimento.

A morte gerou comoção imediata no meio esportivo. A Confederação Brasileira de Motociclismo (CBM) emitiu nota oficial classificando Becker como um "piloto extraordinário" cuja história se confunde com a evolução do esporte no país.

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"Sua partida deixa um vazio imenso nas pistas. Chumbinho será lembrado para sempre como um competidor incansável e um embaixador do motociclismo", diz trecho do comunicado da CBM.

O irmão da vítima, Elton Becker, que também é ex-piloto e campeão da modalidade, usou as redes sociais para se despedir: "Perdi meu irmão, meu amigo, meu ídolo, minha referência. Parte de quem eu sou foi construída ao teu lado. A gente disputava, mas também se ajudava. Te amarei para sempre, Chumbo".

O corpo de Chumbinho Becker foi velado e sepultado no domingo (1º), no Complexo Oktoberfest de Itapiranga.

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