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Atendente de pizzaria acusa Frederick Wassef de injúria racial

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Atendente de pizzaria acusa Frederick Wassef de injúria racial
Autor Foto: Daniel Marenco/Agência Globo

Na última quarta-feira (11), a atendente de uma pizzaria localizada em um shopping do Distrito Federal, procurou a delegacia para registrar um boletim por injúria racial contra Frederick Wassef, ex-advogado da família Bolsonaro.

A funcionária afirmou à polícia que foi chamada de macaca depois que Frederick se queixou por não ter gostado da pizza. O advogado teria perguntado a atendente se ela comeu a pizza e após receber a resposta 'Não' ele teria alterado a voz e a insultado.

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"Você é uma macaca! Você come o que te derem."

Em defesa, Wassef negou a acusação e declarou que não ofendeu a atendente, alegou que a declaração dela é mentirosa e caluniosa, além de se tratar de uma armação para conseguir dinheiro por meio de uma suposta indenização.

"Não chamei ninguém de macaco. A funcionária não é negra e mentiu afirmando que eu a chamei de negra e por isso não queria ser atendido por ela."

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Durante seu depoimento à polícia, a funcionária da pizzaria informou que Wassef frequenta o estabelecimento constantemente e que é conhecido pelos funcionários por se "se tratar de uma pessoa arrogante e que destrata e ofende os funcionários". A vítima alegou que essa não é a primeira vez que é ofendida pelo advogado, ela já teria sido "constrangida" e "muito humilhada" por ele em outras ocasiões.

O advogado do grupo Pizza Hult, Bernardo Fenelon, acompanhou a atendente no momento do registro de ocorrência e se manifestou por meio da seguinte nota.

"Em razão dos recentes episódios de agressões verbais e físicas, bem como de discriminação racial/social, ocorridos na unidade da Pizza Hut localizada no Píer 21, em Brasília, por parte de um cliente contra funcionários da loja, a Pizza Hut Brasil vem a público manifestar seu absoluto repúdio aos fatos ocorridos e seu apoio aos funcionários agredidos e ao franqueado da referida unidade.

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A Pizza Hut Brasil vem dando todo o suporte para os colaboradores e parceiros agredidos para que os mesmos façam valer os seus direitos e para que sejam tomadas as medidas necessárias para evitar que tais atos se repitam, entre as quais a comunicação dos fatos para as autoridades competentes mediante o registro de um boletim de ocorrência contra o agressor."

Em resposta a nota divulgada pelo advogado da atendente, Frederick Wassef, emitiu o seguinte parecer.

"Tudo que foi dito pela funcionária do Pizza Hut são mentiras e calúnias contra minha pessoa. Sou vítima de uma farsa e armação montada. Sou vítima de denunciação caluniosa que foi organizada sob orientação de terceiros, visando futura ação indenizatória para ganhar dinheiro através desta fraude arquitetada.

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Não chamei ninguém de macaco. A funcionária não é negra e mentiu, afirmando que eu a chamei de negra e por isso não queria ser atendido por ela. Foi fazer um boletim de ocorrência três dias após o fato narrado, levou fotógrafo para tirar sua foto na delegacia fazendo o B.O [boletim de ocorrência] e divulgou para a imprensa imediatamente.

Existem seguranças na porta do Pizza Hut, a poucos metros ao lado da pizzaria, que ali ficam permanentemente para fazer o protocolo da Covid 19, na entrada do shopping. Se fosse verdade o que a funcionária afirmou falsamente, teriam me prendido em flagrante e filmado com celulares. Outra mentira é que outros funcionários teriam testemunhado o narrado por ela. Ela estava sozinha no caixa e ninguém estava perto. Apenas parei no caixa para pagar a conta e fui embora. Vou comunicar a polícia deste crime de denunciação caluniosa do qual fui vítima."

A polícia segue investigando o crime e caso Frederick Wassef seja considerado culpado poderá responder pelo crime de injúria racial.

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