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Após negar salvação de Maria, Papa descarta aparição de Jesus na França

O Vaticano concluiu que não há indícios de intervenção divina sobre o episódio

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Após negar salvação de Maria, Papa descarta aparição de Jesus na França
Autor O Papa Leão XIV - Foto: Google/Reprodução

O Papa Leão XIV declarou nesta quarta-feira (12) que as supostas aparições de Jesus Cristo em Dozulé, na Normandia (França), entre 1972 e 1978, não têm origem sobrenatural e, portanto, não devem ser objeto de culto ou veneração. A decisão, comunicada por meio de uma carta do Dicastério para a Doutrina da Fé, encerra um debate de mais de 50 anos dentro da Igreja Católica.

As visões teriam sido relatadas por Madeleine Aumont (1924–2016), moradora da pequena cidade francesa que afirmava ter recebido 49 mensagens de Cristo durante seis anos, e uma última, em 1982. De acordo com ela, Jesus teria pedido a construção de uma cruz monumental, com 738 metros de altura e 123 metros de largura, símbolo da chamada “Gloriosa Cruz”.

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Controvérsias sobre o fenômeno, porém, acompanharam o caso desde o início. Após nova análise, o Vaticano concluiu que não há indícios de intervenção divina e alertou para o risco de interpretações apocalípticas e formação de seitas. O documento assinado pelo cardeal Víctor Manuel Fernández, prefeito do dicastério, afirma que o evento “o fenômeno deve ser reconhecido, definitivamente, como não sobrenatural em sua origem, com todas as consequências que fluem dessa determinação”.

A decisão contrasta com casos como Fátima (Portugal) e Guadalupe (México), cujas aparições foram oficialmente reconhecidas pela Igreja. Em Dozulé, segundo o Vaticano, as mensagens anunciavam o fim dos tempos e previam prazos que jamais se cumpriram.

“A oração, o amor aos sofredores e a veneração da cruz continuam sendo meios autênticos de conversão, mas não devem ser acompanhados por elementos que induzam à confusão”, diz o texto endereçado ao bispo Jacques Habert, de Bayeux-Lisieux.

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A medida deve impactar o turismo religioso local, já que Dozulé recebia milhares de peregrinos todos os anos, ainda que em menor número que santuários como Lourdes ou Fátima.

A decisão também se alinha a outras ações recentes do Papa Leão XIV, que vem revisando práticas devocionais populares não amparadas pela doutrina oficial. Na semana passada, o pontífice afirmou que a Virgem Maria não é “corredentora da humanidade”, contrariando tradições marianas e discursos anteriores de João Paulo II.

Com essa postura, o Papa sinaliza um pontificado voltado ao rigor teológico e à centralidade de Cristo, ao mesmo tempo em que busca aproximar a Igreja das novas gerações, reforçado pelo processo de canonização do jovem beato Carlo Acutis, conhecido como o “santo millennial”.

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