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Aluna que se intoxicou em piscina onde mulher morreu em SP tem alta hospitalar

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Letícia Oliveira, de 29 anos, uma das vítimas da intoxicação na piscina da academia C4 Gym, na zona leste de São Paulo, recebeu alta do hospital onde estava internada desde o dia 7 deste mês. Ela nadava com a filha de 3 anos quando passou mal.

A professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, que estava na mesma piscina, morreu por conta da intoxicação. Letícia ficou uma semana internada, sendo 4 dias em UTI.

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A academia foi interditada pela Prefeitura e os três sócios vão responder por homicídio com dolo eventual. A defesa dos sócios foi procurada e ainda não deu retorno. Anteriormente, os advogados disseram ao Estadão que eles permanecem inteiramente à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos.

Mistura tóxica na limpeza

A intoxicação pode ter sido causada por uma mistura de produtos com cloro em um balde que estava ao lado da piscina. Letícia estava na água com a filha quando passou mal.

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Após receber alta, ela disse à TV Globo que muitas crianças entraram na piscina no mesmo dia e que ela e a filha poderiam ter morrido.

"Eu estou muito grata que estou aqui hoje para contar essa história e pedir Justiça. Poderia ser minha filha, poderia ser eu. Poderia ser várias crianças que estavam naquela piscina naquele dia, média de 15 crianças", diz.

Gás de cloro

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Com ela, agora são seis as vítimas que já tiveram alta hospitalar após a intoxicação. O marido de Juliana, Vinicius de Oliveira, de 31, recebeu alta no domingo, 15, após passar uma semana na UTI, além de um dia no quarto do hospital.

O caso aconteceu no dia 7 de fevereiro na zona leste de São Paulo. Câmeras de segurança gravaram o momento em que alunos saem da água. Juliana Bassetto e o marido foram levados ao hospital, assim como outras cinco pessoas. Juliana não resistiu.

Frequentadores da academia que estavam na área da piscina relataram que havia um balde próximo à borda que expelia um gás, produzindo ardência nos olhos. A suspeita é de que o gás cloro, que é altamente tóxico, tenha causado a tragédia.

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A academia foi interditada pela Prefeitura de São Paulo pouco depois do fato. A Polícia Civil do Estado de São Paulo indiciou os sócios Cesar Bertolo Cruz, Celso Bertolo Cruz e Cezar Miquelof Terração por homicídio com dolo eventual.

No pedido de indiciamento, o delegado do 42º DP (São Lucas), Alexandre Bento, afirma que eles teriam sido displicentes no atendimento às vítimas e buscado dificultar a investigação do caso, incluindo a tentativa de descaracterizar o local após a morte. O delegado chegou a pedir a prisão dos sócios, mas a justiça negou.

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