Agronegócio brasileiro atinge recorde de US$ 38,1 bilhões em exportações no 1º trimestre
Faturamento de janeiro a março é o maior da série histórica; setor foi responsável por quase metade de tudo o que o Brasil exportou em março
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O agronegócio brasileiro encerrou o primeiro trimestre de 2026 com faturamento recorde de US$ 38,1 bilhões, o maior valor já registrado para o período de janeiro a março. Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o resultado representa um crescimento de 0,9% em relação ao ano anterior. Com a queda nas importações, que somaram US$ 5 bilhões, o setor gerou um superávit comercial de US$ 33 bilhões, consolidando-se como o principal motor da economia brasileira no início do ano.
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Apenas no mês de março, as vendas externas alcançaram US$ 15,41 bilhões, respondendo por 48,8% de todas as exportações do país. O desempenho foi impulsionado por um aumento de 3,8% no volume de produtos embarcados, fator que neutralizou a redução de 2,8% no preço médio de commodities como milho e açúcar. A estratégia de expansão comercial permitiu a abertura de 30 novos mercados internacionais apenas nos primeiros três meses deste ano.
A China segue como o principal destino dos produtos brasileiros, absorvendo cerca de 30% das exportações, o equivalente a US$ 11,33 bilhões. No entanto, a diversificação de parceiros foi um dos destaques do trimestre, com crescimentos expressivos nas vendas para a Índia, que subiram 47,1%, e para as Filipinas, com alta de 68,3%. O Complexo Soja liderou o faturamento com US$ 12,13 bilhões, mas o setor de proteínas animais registrou o salto mais significativo, com avanço de 21,8% nas carnes bovina e suína.
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Além dos itens tradicionais, produtos com menor participação histórica também atingiram marcas inéditas em março. As exportações de arroz cresceram 152% em volume, enquanto a comercialização de bovinos vivos saltou 70,8% em valor. Itens como chocolate, feijões secos e alimentos para animais de estimação também registraram recordes. O governo federal atribui o sucesso à combinação de rigor sanitário e à rápida adaptação dos produtores nacionais às exigências do mercado global.