Agricultor filho de brasileiro desaparece no Paraguai; polícia suspeita de sequestro
Almir de Brum da Silva, de 32 anos, sumiu enquanto operava colheitadeira em fazenda na fronteira
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As forças de segurança do Paraguai e do Mato Grosso do Sul realizam buscas para localizar o agricultor Almir de Brum da Silva, de 32 anos, sequestrado no último sábado (21) enquanto trabalhava na colheita de soja em uma propriedade rural na Colônia Yerutí, região de Curuguaty. O brasileiro, que possui nacionalidade paraguaia, foi levado por homens armados em uma área próxima à reserva natural Campos Morombí, um território de 25 mil hectares de vegetação densa entre os departamentos de Canindeyú e Caaguazú.
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O desaparecimento foi percebido pelo pai da vítima, o produtor Valmir de Brum, que encontrou a colheitadeira utilizada pelo filho com o motor ainda ligado e sem sinais de luta. No local, foram deixados panfletos do grupo guerrilheiro Exército do Povo Paraguaio (EPP) e um bilhete manuscrito com exigências direcionadas à família. Diante do ocorrido, o Ministério Público do Paraguai determinou nesta terça-feira (24) o bloqueio preventivo das contas bancárias dos familiares, medida prevista em lei para evitar negociações de resgate sem acompanhamento policial.
A operação de busca mobiliza o Exército e a Polícia Nacional sob a coordenação do ministro da Defesa, Oscar González. Embora o grupo terrorista EPP tenha assumido a autoria por meio dos panfletos, o departamento antissequestro da Polícia Nacional investiga se outros bandos criminosos podem estar se passando pela guerrilha. O almirante Cíbar Benítez, ministro do Conselho de Defesa Nacional, afirmou que a prioridade máxima é o resgate com vida, destacando que o grupo armado, embora reduzido, ainda mantém alto poder de fogo e treinamento militar na região.
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Até o momento, não houve confirmação sobre o paradeiro de Almir ou novos contatos dos captores. A família, descrita pelas autoridades como de origem humilde apesar da atuação no plantio de soja, solicitou que equipes do Comando de Operações de Defesa Interna (Codi) deixassem pontos específicos da área de busca para tentar facilitar uma prova de vida. Este é o segundo sequestro registrado na linha internacional em menos de uma semana, o que elevou o estado de alerta em toda a fronteira com o Brasil.
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