Advogado preso por matar idosa no MT já foi condenado por arrancar cabeça de namorada
Motorista fugiu após atropelar vítima de 72 anos em Várzea Grande; ex-policial civil, ele acumula condenações por homicídios brutais
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O advogado preso em flagrante na última terça-feira (20) por atropelar e matar uma idosa de 72 anos em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá (MT), possui um histórico de crimes de extrema violência. Ex-policial civil do Rio de Janeiro, ele já foi condenado por executar um delegado na década de 1990 e por assassinar e decapitar a própria companheira em 2004.
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O crime recente ocorreu na Avenida da FEB. A vítima, Ilmis Dalmis Mendes da Conceição, terminava a travessia da via quando foi atingida por um Fiat Toro conduzido pelo advogado. O impacto foi tão violento que o corpo da idosa foi partido ao meio e arremessado para a pista contrária, onde foi atingido por um segundo veículo.
O motorista fugiu do local sem prestar socorro, mas foi localizado e preso pela Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran) em um shopping da cidade. Ele foi autuado por homicídio doloso (dolo eventual), pois, segundo a polícia, assumiu o risco de matar.
Dinâmica e investigação
Em depoimento, o suspeito alegou que a vítima teria colidido contra o carro. A versão, contudo, foi descartada pela Polícia Civil após análise de câmeras de segurança.
Segundo o delegado Christian Alessandro Cabral, as imagens mostram o carro em "altíssima velocidade" e sem qualquer tentativa de frenagem ou desvio, mesmo com a visão desimpedida. "O motorista seguiu seu destino após a colisão como se nada houvesse ocorrido, demonstrando total ausência de preocupação e arrependimento", afirmou o delegado.
Histórico de brutalidade
Antes do episódio de trânsito, o advogado já havia protagonizado casos de grande repercussão. No fim dos anos 90, ainda no Rio de Janeiro, ele matou o delegado Eduardo da Rocha Coelho com um tiro na nuca, crime pelo qual foi condenado a 13 anos de prisão.
Após fugir para Mato Grosso e viver sob identidade falsa, ele cometeu outro homicídio em 2004. A vítima foi sua companheira, a estudante de enfermagem Rosemeire Maria da Silva, de 25 anos. Ela foi atraída para uma emboscada em um motel, asfixiada e teve o corpo mutilado: o assassino arrancou os dedos da vítima e separou a cabeça do corpo, que nunca foi encontrada. Por este crime, a condenação foi de 19 anos.
Apesar das condenações por crimes hediondos, o registro do suspeito junto à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) consta atualmente como "situação regular".
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