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'A condenação é o mínimo para aqueles dois monstros perversos', diz pai de Henry Borel

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Emocionado, o pai do menino Henry Borel, de 4 anos, Leniel Borel chegou ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) com uma camiseta com o rosto do filho e com a expectativa de Justiça após cinco anos de espera pelo julgamento de Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho - acusados pela morte da criança em 2021.

"São 5 anos que eu sei que cada minutinho aqueles dois nunca imaginaram que seriam presos. Lutamos muito. eles Não queriam que esse dia chegasse. E, hoje, a gente está vendo o júri popular chegando. A condenação é o mínimo para aqueles dois monstros, para que esses perversos que estão por aí, que são como Monique e Jairo", afirmou Leniel na manhã desta segunda-feira, 23.

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A defesa de Jairinho nega que ele tenha cometido o crime. A defesa de Monique Medeiros, mãe da vítima, reforça a tese de que ela era vítima de um relacionamento abusivo.

Henry morreu na madrugada de 8 de março de 2021, aos 4 anos, no apartamento onde morava com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca, na zona sudoeste do Rio de Janeiro. Ele chegou a ser levado a um hospital, mas já estava sem vida.

Leniel mantinha convívio frequente com o filho e passou o primeiro domingo de março de 2021, dia 7, com ele. À noite, o levou para a casa de Monique, que disse à polícia ter dado banho e colocado a criança para dormir.

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Ela e Jairinho então teriam ido assistir TV no outro quarto e dormiram. Monique relatou ter acordado de madrugada, por volta das 3h30, com o barulho da TV. Levantou-se e foi ao quarto onde o filho dormia. Encontrou-o caído no chão, com mãos e pés gelados e olhos revirados, e então ela acordou Jairinho (depois mudaria a versão, dizendo que foi Jairinho quem acordou primeiro, viu Henry e chamou Monique).

O casal levou a criança ao Hospital Barra DOr, no mesmo bairro, onde foi constatada a morte de Henry.

"Três pessoas entraram vivas naquele apartamento. Dois a adultos e uma criança. E horas depois, minutos depois, saem dois adultos e uma criança morta. O que aconteceu com meu filho naquele apartamento?", afirmou o pai da criança.

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A autopsia indicou que Henry tinha 23 lesões pelo corpo. A causa da morte foi hemorragia interna por laceração hepática.

Em maio de 2021, o Ministério Público do Estado do Rio denunciou Jairinho por homicídio triplamente qualificado, tortura e fraude processual. Monique foi denunciada pelo homicídio e tortura (por ter se omitido em relação a essas duas condutas de Jairinho), falsidade ideológica, fraude processual e coação de testemunha.

A juíza Elizabeth Machado Louro, do 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, absolveu Monique dos crimes de tortura, falsidade ideológica e fraude processual. A magistrada determinou que Monique e Jairinho fossem julgados pelo júri por homicídio e coação de testemunha.

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