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Irã: autoridades usam balas reais contra manifestantes

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Irã: autoridades usam balas reais contra manifestantes
Autor Vídeo mostra uma mulher sendo carregada, em meio a marcas de sangue no chão. Pessoas ao seu redor gritavam que ela foi baleada na perna. (Agência Brasil/REUTERS/Henry Nicholls) - Foto: Reprodução

A polícia e as forças de segurança iranianas dispararam balas reais e gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes que protestavam contra as autoridades, que negaram inicialmente ter abatido um avião ucraniano, informou hoje (13) a agência Associated Press (AP).

Os veículos de comunicação estatais do Irã  não noticiaram imediatamente o incidente perto de Azadi, ou Praça da Liberdade, em Teerã, na noite desse domingo (12). No entanto, organizações não governamentais de defesa de direitos humanos já pediram ao Irã que permita que as pessoas protestem pacificamente, conforme permitido pela Constituição.

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"Após traumas nacionais sucessivos em curto período de tempo, as pessoas devem poder expressar o luto e exigir responsabilidades em segurança", disse o diretor executivo da organização não governamental (ONG) Centro para os Direitos Humanos no Irã, com sede em Nova Iorque.

"Os iranianos não deviam ter de arriscar a vida para exercer o direito constitucional de se reunir pacificamente", acrescentou a ONG.

Vídeos enviados à organização e posteriormente analisados pela AP mostram uma multidão correndo, depois de uma granada de gás lacrimogêneo atingir os manifestantes.

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As pessoas tossem e espirram enquanto tentam escapar, com uma mulher a gritar, em farsi: "Eles dispararam gás lacrimogêneo contra as pessoas! Praça Azadi. Morte ao ditador!".

Outro vídeo mostra uma mulher sendo carregada, em meio a marcas de sangue no chão. Pessoas ao seu redor gritavam que ela foi baleada na perna.

"Ela sangra sem parar!", disse uma pessoa.

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Fotos e vídeos após o incidente mostram poças de sangue na calçada.

A Polícia antimotim, com uniformes e capacetes pretos, reuniram-se na Praça Vali-e Asr, na Universidade de Teerã, e em outros pontos da capital.

Membros da Guarda da Revolução patrulhavam a cidade em motos, e outras forças da segurança à paisana também foram mobilizados para as ruas. As pessoas olhavam para baixo, enquanto passavam rapidamente pela polícia, aparentemente para tentar não chamar a atenção.

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Na quarta-feira (8), a queda do avião ucraniano, abatido por um míssil, causou a morte de todas as 176 pessoas que se encontravam a bordo, a maioria iranianas e canadenses.

Inicialmente, as autoridades iranianas negaram qualquer culpa das Forças Armadas no acidente. Após três dias, o Irã admitiu que o avião foi derrubado acidentalmente, diante das crescentes provas e acusações apresentadas por vários líderes ocidentais.

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