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Saiba como investir no mercado imobiliário sem comprar um imóvel
Autor Foto: Reprodução

Um dos maiores desejos dos brasileiros é comprar um imóvel, seja para realizar o "sonho da casa própria" ou para investir e rentabilizá-lo. Porém, para alcançar esse objetivo, a grande maioria das pessoas recorre a financiamentos de longo prazo, e acabam pagando duas ou até três vezes o valor do imóvel devido aos juros. Diante desse cenário, o sonho, portanto, pode virar um pesadelo.

Não se trata de abandonar o plano da compra do imóvel, mas adia-lo. Diante dos altos juros dos financiamentos, pode-se dizer que vale a pena comprar o imóvel quando há recursos disponíveis para pagar à vista. Do contrário, é melhor juntar dinheiro para fazer isso no futuro. O consumidor pode fazer com que os mesmos juros trabalhem para si, contribuindo para o crescimento do seu patrimônio. Ou seja, optando pelo aluguel por um tempo determinado, é possível recorrer às diferentes possibilidades de mercado para investir o que sobra da diferença entre o financiamento e o aluguel para juntar um montante.

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Atualmente, o mercado oferece investimentos que permitem alcançar esse objetivo, inclusive, no setor imobiliário. Na renda fixa, modalidade mais indicada para os investidores de perfil mais conservador, há os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e na variável, na qual se enfrenta mais riscos em busca de maiores rentabilidades, a opção são os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs).

Certificado de Recebíveis Imobiliários
Os CRIs são títulos de renda fixa que representam a promessa de um pagamento futuro em dinheiro. Funciona da seguinte forma: uma construtora, por exemplo, possui um empreendimento imobiliário, como um condomínio, e começa a vender as unidades que ainda estão em construção. Essa empresa, em vez de esperar o pagamento das parcelas em sua totalidade, antecipa-se e contrata uma securitizadora, que transforma essas dívidas em títulos de crédito que são, por sua vez, adquiridos pelos investidores. A construtora antecipa o recebimento de todo o dinheiro do empreendimento e o investidor tem uma nova forma de fazer render seus recursos.

Trata-se de um investimento de médio a longo prazo: os vencimentos dos títulos normalmente variam de quatro a dez anos, podendo chegar aos 15 anos. Uma vantagem desse ativo, especialmente para investidores conservadores, é o fato de a remuneração ser preestabelecida, como ocorre com os demais produtos de renda fixa.

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Em geral, esses títulos pagam uma taxa prefixada, já conhecida no ato do investimento, mais a variação de um índice de preços, isto é, um índice de inflação. O investimento inicial é a partir de R$ 1000. O CRI conta com isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas.

Fundos de Investimento Imobiliário

Os FIIs aplicam em ativos do ramo imobiliário que são vendidos, alugados ou aplicados, para gerar retorno para o conjunto de participantes. Ao investir em fundos imobiliários, o investidor pode obter renda mensal oriunda dos imóveis pertencentes ao fundo. Diferente dos fundos tradicionais, eles são negociados na Bolsa de Valores.

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O mercado oferece dois tipos de FIIs: os de "tijolo" ou de "papel". A diferença é que os "fundos de tijolo" investem em construções e empreendimentos, enquanto os "fundos de papel" aplicam em títulos imobiliários que podem incluir ativos de renda fixa, como as  CRIs. Os resultados são repassados aos cotistas de maneira proporcional. É possível investir com valores a partir de R$ 100.  Assim como os CRIs, nos FIIs há isenção de IR para pessoas físicas.

Como investir

Tanto do CRI quanto os FIIS, demandam menos burocracia que a enfrentada na compra de um imóvel. Porém, para fazer as melhores escolhas, é recomendável contar com ajuda especializada, como a de uma plataforma de investimentos, especialmente no caso dos FIIs, que por ser um ativo de renda variável demanda investir com critérios, visto que há riscos envolvidos.

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O investidor pode se beneficiar da análise de perfil, feita gratuitamente pelas corretoras para saber qual investimento é adequado à sua realidade. Em função dela, é possível estabelecer objetivos financeiros e determinar os melhores produtos e prazos para alcançá-los.

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