Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Cotidiano

publicidade
COTIDIANO

Em Curitiba, Receita flagra quatro 'importações' de sementes de maconha por dia

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Em Curitiba, Receita flagra quatro 'importações' de sementes de maconha por dia
Autor Foto: Reprodução

Em atividades de fiscalização, com auxílio de scanner e de cão farejador, os servidores lotados no Serviço de Remessas Postais e Expressas (Serpe), da Alfândega da Receita Federal em Curitiba, flagram uma média de quatro remessas com sementes de maconha por dia.

Segundo dados da própria Receita Federal, levantados a pedido do Bem Paraná, entre o começo de 2018 e julho de 2019 foram apreendidas um total de 2.374 remessas, com peso total de 67,41 quilos. Apenas neste ano foram 741 remessas, com peso total de 25,94 kg.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A maior parte das apreensões diz respeito a remessas pequenas, normalmente meros envelopes, ao ponto de 62% das remessas apreendidas possuírem 10 gramas ou menos de semente.

Por outro lado, considerando-se que cada remessa contém, em média, 10 sementes, estima-se que pelo menos 23,74 mil sementes foram apreendidas nessa atividade de controle aduaneiro. Estimando ainda que cada semente produza, após 15 semanas, aproximadamente 0,5 kg de folhas, pode-se concluir que ao menos 11,87 toneladas de folhas de cannabis deixaram de ser produzidas graças a essas apreensões.

De acordo com a delegada da Alfândega, Cláudia Regina leão do N. Thomaz, todas as remessas que chegam em Curitiba são verificadas. “Recebemos em torno de 7 milhões de encomendas por mês, postagens internacionais, pequeno tamnho, até 2 quilos. Toda encomenda passa no Raio X. No caso de carta, envelope, vai pro fão de faro”, explica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Toda semente ingressada no país deve ser submetida à fiscalização do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), que tem presença permanente em todos os recintos de remessas postais internacionais e verifica os produtos de interesse agropecuário (no caso de origem vegetal), para proteção do agronegócio nacional.

O caso da maconha, contudo, é considerado especial, uma vez que as sementes que podem ser identificadas de imediado como sendo de maconha são apreendidas de pronto e encaminhadas diretamente à Polícia Federal, que investigará o caso e poderá eventualmente indiciar os envolvidos pelo crime de tráfico e correlatos.

Remessas vêm dos EUA e da Holanda

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda de acordo com a Receita Federal, a maior parte das remessas com sementes de maconha apreendidas em Curitiba costumam vir de países como Estados Unidos e Holanda, dentro de cartões-postais, papelões ou ainda no meio de outras mercadorias, o que acaba dificultando a detecção dessas sementes.

Numa pesquisa rápida pela internet, utilizando o Google, a reportagem encontrou três sites que comercializam sementes para o Brasil, inclusive com a oferta de frete grátis e a cobrança de um valor extra para os clientes que quiserem uma embalagem mais discreta, nalguns casos. O site High Supplies, por exemplo, garante que a entrega, “100% discreta”, acontece entre 25 e 40 diaspara o Brasil.

Chama a atenção, ainda, a grande variedade de plantas. É possível selecionar a planta de acordo com o espaço de cultivo, sua finalidade, o período de floração (mais curto ou mais longo), sementes para iniciantes, para quem já planta há mais tempo,com alta ou baixa concentração de THC, Canabidiol... Não à toa, diz a Receita, é comum as remessas virem acompanhadas de cardápios elaborados com as diversas sementes ofertadas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Importação de semente de maconha é crime?

Em maio último, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a importação ou a posse de semente de cannabis sativa não é crime. A decisão foi tomada em habeas corpus concedido a uma mulher que havia sido denunciada pelo Ministério Público Federal por importar da Holanda 26 sementes da planta.

Em sua decisão, o decano do STF apontou que a semente da planta não pode ser qualificada como droga nem constitui matéria-prima ou insumo destinado a seu preparo, pois não possui, em sua composição, o tetrahidrocanabinol (THC), o princípio ativo da maconha. Dessa forma, a mulher não poderia ser acusado por importar matéria-prima, insumo ou produto químico destinado à preparação de drogas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O ministro Celso de Mello também destacou que, não contendo o THC, as sementes “não se revelam aptas a produzir dependência física e/ou psíquica, o que as torna inócuas, não constituindo, por isso mesmo, elementos caracterizadores de matéria-prima para a produção de drogas”.

A decisão, porém, não significa que agora esteja liberado a importação de sementes por qualquer pessoa. Isso porque o julgamento do Habeas Corpus nº 143.890 não tem repercussão geral, ou seja, não vale como salvo-conduto para qualquer pessoa que queira importar sementes de maconha. No próprio caso em foco a paciente (mulher flagrada com as sementes) enfrentou mais de meia década de luta nos tribunais para não ser considerada criminosa - ela havia sido denunciada pelo MPF em 2013.

Com informações, Bem Paraná

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Cotidiano

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline