Curitiba confirma 1º caso importado de sarampo
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Um morador de Curitiba de 54 anos, sem registro anterior da doença ou de vacina contra o sarampo, contraiu a doença no início de agosto em uma viagem para estados com área de surto. Todas as medidas de bloqueio - vacinação preventiva das pessoas que tiveram contato com ele - foram feitas. O paciente está se recuperando e segue sob cuidados médicos. É o segundo caso registrado no Paraná. O primeiro caso é de Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, e também é importado.
Diante da confirmação do primeiro caso importado da doença em Curitiba e do surto existente no país, em especial no estado de São Paulo, a Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba reforça o alerta de vacinação, principalmente para quem for viajar para os locais atingidos. Nestes casos, a faixa etária com indicação da vacina (1 a 49 anos, na rotina) é ampliada para 6 meses aos 59 anos de idade. “O sarampo é uma doença mais transmissível que a gripe, por isso reforçamos a necessidade de se manter a vacinação em dia”, diz a secretária da Saúde, Márcia Huçulak.
Quem não tem certeza de que tomou a vacina pode verificar se há registro na carteira vacinal virtual pelo Aplicativo Saúde Já Curitiba – disponível pelo site saudeja.curitiba.pr.gov.br e também nas lojas PlayStore (para telefones com sistema Android) e AppStore (aparelhos com sistema iOS) – ou procurar a unidade de saúde mais próxima de casa.
Calendário de rotina
De acordo com a médica infectologista da Secretaria Municipal da Saúde, Marion Burger, dentro do calendário de rotina do Ministério da Saúde é indicada uma dose da tríplice viral ou SCR (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) aos 12 meses de idade e uma dose da tetra viral ou SCRV (contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela) aos 15 meses de idade.
Quem não completou este esquema vacinal quando era criança precisa atualizar a carteira de vacinação. Adolescentes e adultos menores de 30 anos precisam ter tomado durante a vida, pelo menos, duas doses de tríplice viral ou SRC (ou uma da tríplice e outra da tetra viral).
Já os adultos de 30 a 49 anos precisam ter tomado, ao menos, uma dose da tríplice viral após 1 ano de idade. Quem já tomou duas doses da vacina, após um ano de idade é considerado imunizado.
Ampliação
O Ministério da Saúde determinou que a vacina seja ofertada também a crianças de 6 a 11 meses que forem viajar às localidades com surto ativo da doença. A dose da vacina tríplice viral administrada nessa faixa etária, porém, não será considerada válida para fins do Calendário Nacional de Vacinação da Criança.
As crianças de 6 a 11 meses que forem vacinadas neste momento precisarão também receber depois as duas doses previstas no calendário de rotina, aos 12 meses e 15 meses. “Essa dose adicional para bebês de 6 a 11 meses que vão viajar a locais de surto conferem imunidade temporária e não para toda a vida. Por isso é necessário fazer as doses de rotina depois”, explica Marion.
Além das crianças, Marion ressalta que a Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba ampliou também, desde o início do surto, a vacinação para as pessoas de até 59 anos de idade e que se deslocarão para área de circulação da doença. “Recomendamos que pessoas entre 50 e 59 anos que viajarão para local de surto tenham ao menos uma dose da vacina contra o sarampo”, diz Marion. Segundo ela, o ideal é fazer a vacina 15 dias antes da data prevista para a viagem.
Contraindicações
A vacina não dever ser feita em crianças menores de 6 meses de idade, gestantes e pacientes imunodeprimidos ou com reação alérgica grave (anafilaxia) após dose prévia ou após contato com as substâncias que compõem a vacina. Recomenda-se também um intervalo de 30 dias após a vacina para as mulheres que querem engravidar.
Colaboração, Bem Paraná.
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