Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Cotidiano

publicidade
COTIDIANO

Escola aumenta Ideb e reduz evasão com recursos tecnológicos

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Escola aumenta Ideb e reduz evasão com recursos tecnológicos
Autor Foto: Reprodução

Em dois anos, o Colégio Estadual Frederico Guilherme Giese, em Piên, na Região Metropolitana de Curitiba, viveu uma transformação: a nota do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) aumentou de 3,8 para 5,4, enquanto a evasão escolar despencou de 15% para 7%. Os resultados foram obtidos, respectivamente, no Ideb de 2015 e 2017.

E qual é o segredo? Para o diretor do colégio, Josias Terres, a equação “mais aprendizagem e mais alunos em sala de aula” trouxe resultados muitos positivos graças à implantação da cultura digital no cotidiano escolar, por meio do uso pedagógico de recursos tecnológicos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

“Acreditamos que a inclusão desses recursos no dia a dia escolar tem contribuído para esses avanços. Os alunos participam mais das atividades e se sentem mais acolhidos. Os professores têm acesso a novas ferramentas e informações para levar para a sala. E os pedagogos, junto com a direção, conseguem atuar em pontos estratégicos que ajudam a escola a melhorar a cada dia”, explicou.

SALAS VIRTUAIS – Cada disciplina possui uma sala virtual na qual os professores disponibilizam atividades, trabalhos e conteúdos pedagógicos para os estudantes. Para ter acesso ao material os alunos fazem um cadastro na plataforma e recebem um código do professor.

Nas salas virtuais, os estudantes podem fazer atividades individuais ou em grupo, no colégio ou em casa. Também é possível compartilhar trabalhos para edição simultânea de toda a equipe sem a necessidade de os alunos estarem no mesmo lugar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“As aulas têm sido produtivas e aprimoradas com o uso desses recursos e os alunos estão adquirindo uma nova cultura em relação ao uso do celular em sala de aula, utilizando a ferramenta para fins pedagógicos”, disse a professora de Química, Solene Forteski.

CONECTADOS – As 16 salas de aulas do Frederico Giese são conectadas a uma rede wi-fi de 60 megas, por meio da qual os alunos e professores podem usar seus celulares pessoais e tablets, notebooks, smart TVs e projetores do colégio para fazer trabalhos individuais ou em equipe, provas, pesquisas orientadas pelos professores, além de aulas práticas relacionadas aos conteúdos das disciplinas.

Para conectar à internet, os alunos recebem uma senha e login provisório do professor que for utilizar os recursos tecnológicos em sala de aula. O acesso é liberado somente durante aquela aula específica. Fora da sala, só é permitido navegar na internet nos intervalos, antes ou depois da aula.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para a professora de Arte Marli Cordeiro, esses recursos ampliam as possibilidades de ensino e de aprendizagem e enriquecem os conteúdos dos livros didáticos. “E o mais importante, aproximam alunos e professores através da troca de informações”, avalia.

PROTAGONISTAS – Antes de acabar a aula, os alunos do 9° ano João Vitor Gruber e Jaqueline Maria Liebl, de 14 anos, pedem licença para o professor para mexer no celular. Em um primeiro momento a atitude dos alunos pode parecer estranha, mas não no Frederico Giese. Em dois minutos, os alunos respondem no próprio celular dez perguntas sobre a aula e o comportamento dos colegas. Assim que fecham o formulário, as informações são enviadas para os celulares do diretor e dos pedagogos.

João e Jaqueline são representantes da turma. Como eles, outros alunos cumprem esse papel nas demais salas. A atividade faz parte do programa Caderno do Líder, iniciado nesse ano. No fim de cada mês, diretor e pedagogos reúnem as informações e elaboram ações pontuais para resolver as questões apontadas pelos alunos, como faltas, reposição de conteúdos e dificuldades para acompanhar as aulas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Eu gosto de ajudar os professores e o pessoal entende que não é algo pessoal, só estamos fazendo a nossa tarefa para ajudar a turma”, contou João.

A escolha dos representantes de cada classe foi feita por aclamação e pelo voto direto em sala de aula. “O líder da turma é uma referência porque é aquele que nunca falta, sempre faz as tarefas, usa o uniforme. Ele é um exemplo para a turma e suas observações impactam no aprendizado de todos dos alunos”, explicou o diretor.

NA PALMA DA MÃO – Enquanto corria os dedos pela tela do celular, o aluno do 1° ano do Ensino Médio Guilherme Eduardo Sklarsky, de 15 anos, pesquisava os principais gêneros de dança contemporâneas do Brasil. “É mais rápido e fácil entender porque tem mais informações acessíveis”, destacou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Antes, a gente pesquisava apenas nos livros e seguia o que o professor falava, mas agora temos infinitas fontes de pesquisas na palma da mão. As aulas ficaram mais dinâmicas, os alunos participam mais e aprendemos mais também”, completou Maria Júlia Piontkewicz, de 16 anos, aluna do 2° ano do Ensino Médio.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Cotidiano

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV