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Maconha gourmet vira febre entre usuários de áreas nobres e traficantes agem livremente no WhatsApp

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Maconha gourmet vira febre entre usuários de áreas nobres e traficantes agem livremente no WhatsApp
Autor Maconha gourmet vira febre entre usuários de áreas nobres e traficantes agem livremente no WhatsApp - foto - Reprodução/Imagem ilustrativa/pixabay - Foto: Reprodução

Focados no alto poder aquisitivo de usuários do Plano Piloto, Lago Sul e Lago Norte, traficantes do Distrito Federal passaram a apostar no tráfico de ervasgeneticamente modificadas. 

As chamadas maconhas gourmet apresentam notas de limão, framboesa, cereja e de chocolate. Investigações conduzidas pela Seção de Repressão às Drogas (SRD) da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) traçaram o perfil de compradores e de criminosos, além de terem identificado as principais variações que estão infestando festas na capital da República.

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As apurações policiais apontam que apenas um grupo seleto de usuários consegue acesso a esse tipo de maconha. Uma pequena porção chega a custar R$ 1,4 mil. Ao contrário do produto vendido nas ruas e em bocas de fumo, as substâncias gourmet são negociadas em rodas de amigos. 

“Em quase 100% dos casos, quem vende e quem compra se conhecem. Portanto, eles acreditam que se trata de uma transação segura”, explica o delegado adjunto da 1ª DP, Ataliba Neto.

WhatsApp, território livre
Os grupos de WhatsApp se tornaram território livre para os traficantes repassarem a oferta da maconha para colegas de faculdade e dos locais onde moram. Alguns criminosos chegam a expor uma espécie de cardápio com uma infinidade de ervas modificadas. É o caso da Super Lemon Haze, criada em laboratório e apontada como a mais potente do mundo, com uma concentração de THC (tetraidrocanabinol) superior a 20% e sabor cítrico. 

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Lojinha do bagulho
A diversidade oferecida nos grupos fechados fez alguns traficantes criarem postagens com a variedade de opções. Um deles anunciou haxixe – subproduto potencializado da maconha – de sabor uva e origem afegã, considerado um dos mais fortes, raros e caros. O criminoso afirmou ter capacidade de entregar até 1kg do item, ao valor de R$ 10 mil. Ele também oferece comprimidos de ecstasy vindos da Holanda e da Espanha.

Em outro perfil, são anunciadas porções de um tipo raro de maconha chamado de Dark Devil. O nome faz jus à cor do entorpecente e seu forte poder alucinógeno. As folhas escuras são resultado de um cruzamento genético entre várias espécies da Cannabis sativa em laboratórios europeus. O preço chega a R$ 80 por grama.

A quantidade de tipos ofertada pelos bandidos é tão extensa que inclui até cogumelos alucinógenos, por R$ 45 a porção.

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