Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Arapongas

publicidade
"RELATIVIZAÇÃO DO NAZISMO"

Museu do Holocausto critica atividade em escola de Arapongas

Trabalho realizado no Colégio Marquês de Caravelas é alvo de críticas; entenda

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Museu do Holocausto critica atividade em escola de Arapongas
Autor Posts publicados - e depois apagados - por colégio em Arapongas - Foto: (Reprodução)

O Museu do Holocausto de Curitiba divulgou nota repudiando a atividade realizada por uma professora de História do Colégio Estadual Cívico-Militar Marquês de Caravelas, em Arapongas, que tratou do nazismo. O trabalho contou com alunos vestidos com roupas pretas ao lado de um manequim com bigode, remetendo à imagem de Adolf Hitler. Segundo o Museu do Holocausto, a atividade "relativiza os crimes nazistas".

-LEIA MAIS: MP vai investigar apresentação escolar suspeita de apologia ao nazismo

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Imagens postadas nas redes sociais mostram uma bandeira vermelha com uma suástica, símbolo que estampa a bandeira nazista. A deputada federal Carol Dartora (PT) foi a primeira a denunciar o caso, que classificou como “apologia ao nazismo”. O Ministério Público do Paraná (MP-PR) vai investigar a situação, assim como o Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR).

O Núcleo Regional de Educação (NRE), de Apucarana, divulgou nota negando apologia. “Ressaltamos que o trabalho desenvolvido não se trata de uma apologia a qualquer regime, mas sim uma tentativa de detalhar os horrores da Segunda Guerra Mundial para que tais eventos sombrios nunca mais se repitam”, afirmou o NRE, que chegou a curtir a postagem do colégio sobre a atividade. O caso foi publicado pelo TNOnline ainda no domingo (8) e ganhou repercussão na segunda-feira (9).

Com espanto e indignação, o Museu do Holocausto tomou conhecimento de imagens e relatos de uma atividade ocorrida no Colégio Estadual Marquês de Caravelas, em Arapongas (PR), ligada a um projeto sobre a Segunda Guerra Mundial. O caráter deturpado da atividade, realizada com alunos do 3º ano do Ensino Médio, leva o Museu a apontar os equívocos pedagógicos da proposta. Além disso, ressaltamos nossa preocupação quanto à reprodução dessa metodologia em outras partes do Paraná e do Brasil”, postou o Museu do Holocausto em sua conta na rede “X” (Ex-Twitter).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Dois aspectos da atividade nos chamam atenção: 1) o uso de indumentária, simbologia e decoração associada ao nazismo; 2) a entrevista com a filha de um soldado nazista, chamada, na publicação do colégio nas redes (já apagada), de “sobrevivente”. O uso de salas temáticas, decorações e caracterizações visando “vivenciar o tema” é uma prática didática comum. No entanto, para cada tema, são necessários cuidado e sensibilidade ao utilizar tais metodologias. Há necessidade de explicar historicamente o fenômeno do nazismo, visando o combate de suas continuidades e permanências no presente. Porém, na Pedagogia contemporânea do Holocausto, há consenso de que isso deve ser feito pela perspectiva das vítimas, e não dos perpetradores”, assinalou o Museu do Holocausto.

A postagem acrescentou: “Mesmo que a intenção não seja de apologia ao nazismo, o uso de simbologia tal como foi feito leva a um fascínio pelo nazismo. A encenação torna o nazismo, e não o seu combate, algo divertido, interessante e fascinante, deslocado do seu significado histórico. Entretanto, ainda mais grave é a proposta de entrevista. Segundo o texto publicado pelo colégio nas redes sociais (e já apagado), destacou-se o pai da entrevistada, caracterizado como “o seu pai era nazista e queria lutar pelo país”. No restante do texto, esse indivíduo (que vale lembrar, não é descrito como um mero soldado convocado por obrigação, mas um nazista convicto) é tratado inacreditavelmente como uma vítima. Sua filha é descrita como “sobrevivente da guerra”. Cabe lembrar que o projeto do regime nazista pelo qual o pai da entrevistada "lutava” tinha em seu cerne a conquista e opressão de populações de outros países, o extermínio de pessoas consideradas racialmente inferiores ou perigosas e a perseguição a opositores políticos”, acrescentou.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Arapongas

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline