Homem suspeito de matar ex-mulher em Arapongas é preso
Camila Souza, de 28 anos, morava em Apucarana e foi morta a tiros
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A Polícia Civil de Arapongas informou, no começo da tarde desta terça-feira (11), que um homem, de 28 anos, que matou a ex-mulher em agosto do ano passado foi preso em Maringá. A vítima, Camila Luana de Souza, de 28 anos, moradora de Apucarana, foi assassinada a tiros na frente dos filhos.
Conforme a polícia, a prisão aconteceu no Parque das Grevíleas em Maringá na tarde desta segunda-feira (10), e o suspeito, que era considerado foragido, deve ser transferido para Arapongas. "Desde a data do referido crime, investigadores da Delegacia de Arapongas, realizaram diversas diligências e investigações de alta complexidade, no intuito de localizar o autor do feminicídio, o qual já estava com um Mandado de Prisão, expedido pelo judiciário de Arapongas, baseado no pedido realizado pela delegada de Arapongas. Após a realização de diversas diligências, conseguiram identificar o possível paradeiro do autor do crime de feminicídio ocorrido em Arapongas no ano passado. Para prender o suspeito, tivemos apoio dos investigadores do Setor de Furtos e Roubos da Delegacia de Maringá", informou a civil.
Ainda de acordo com a polícia, além do mandado de prisão pelo feminicídio, o suspeito também tinha um mandado de prisão pelo crime de tráfico.
O CRIME:
A morte da jovem Camila Souza, de 28 anos, moradora de Apucarana e vítima de feminicídio a tiros em Arapongas no dia 21/8/2021 na Avenida Siriema, foi premeditada, conforme aponta a investigação conduzida pela delegada titular da Delegacia da Mulher (DM) de Arapongas Thaís Orlandini Pereira.
Segundo a delegada, o autor do crime, ex-marido da vítima, esperava ela chegar com a irmã e o cunhado para deixar os filhos do casal na casa dele, para então, atentar contra a vida dela.
"Segundo depoimento de testemunhas ouvidas até o momento, o autor carregava a arma do crime em uma sacola de plástico, que também continha gasolina para atear fogo na mulher. Logo após efetuar os disparos, ele disse para a irmã da vítima, em uma chamada de vídeo que atearia fogo na ex-mulher, caso ela não morresse com os tiros, o que configura a frieza e premeditação para o crime", explicou a delegada.
Ainda segundo a titular da DM, o casal se relacionou durante 6 anos e estava separado há 4 meses. Apesar de não ter registrado nenhum boletim de ocorrências contra o ex-marido, nem possuir medida protetiva contra ele, a jovem tinha medo. "Testemunhas relataram que ela tinha muito medo dele, por essa razão, evitava andar sozinha e pediu ajuda da irmã e do cunhado para levar os filhos, ele tinha um sentimento de posse por ela", relatou a delegada.
Um pedido de prisão preventiva já foi feito pela Polícia Civil, que aguarda a expedição por parte do Judiciário para que o suspeito seja considerado foragido. O autor do crime utilizava tornozeleira eletrônica e tem passagens por tráfico, de acordo com a polícia.
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