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Endemias reforça alerta sobre incidência de escorpiões

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Endemias reforça alerta sobre incidência de escorpiões
Autor Foto: Reprodução

A Secretaria Municipal de Saúde, através do Controle de Endemias reforça o alerta relacionado ao surgimento de escorpiões. De outubro de 2019 até agora, o setor já registrou a captura de 39 desses animais, sendo nove escorpiões amarelos (espécie altamente venenosa), e 30 escorpiões pretos. “Entre julho e agosto do ano passado – período atípico para o aparecimento de escorpiões foram capturados nove. Atualmente, temos esses 39 registrados. Por isso, reforçamos que a população redobre os cuidados, mantenha casa e quintais limpos, vedem ralos, utilizem pesos de areias nas portas – podem impedir a entrada dos animais, eliminar insetos, pois eles servem de alimento para os escorpiões, entre outras ações. Caso encontrem algum escorpião contate o Controle de Endemias, e casos de acidentes procurem imediatamente um serviço da saúde”, orienta o coordenador do Controle de Endemias, Valdecir Pardini.

O Controle de Endemias está situado na Rua Caneleirinho, 257 – Vila Araponguinha. O telefone é: 3902-1079.

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Medidas de segurança

Áreas externas: 
- Manter limpos quintais, jardins, sótãos, garagens e depósitos, evitando acúmulo de folhas secas, lixo e demais materiais como entulho, telhas, tijolos, madeiras e lenha;
- Ao manusear materiais de construção, usar luvas de raspa de couro e calçados, pois nestes materiais podem estar abrigados escorpiões;
- Rebocar paredes e muros para que não apresentem vãos e frestas;
- Vedar soleiras de portas com rolos de areia;
- Usar telas em ralos do chão, pias ou tanques;
- Acondicionar o lixo em recipientes fechados para evitar baratas e outros insetos, que servem de alimento a escorpiões;
- Realizar roçagem de terrenos;
- Manter berços e camas afastados das paredes;
- Examinar calçados, roupas e toalhas antes de usá-los.

Áreas internas:
- Rebocar paredes para que não apresentem vãos ou frestas;
- Vedar soleiras de portas com rolos de areia ou rodos de borracha;
- Reparar rodapés soltos e colocar telas nas janelas;
- Telar as aberturas dos ralos, pias ou tanques;
- Telar aberturas de ventilação de porões e manter assoalhos calafetados;
- Manter todos os pontos de energia e telefone devidamente vedados.

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O QUE FAZER EM CASO DE ACIDENTE?

O Ministério da Saúde recomenda ida imediata ao hospital de referência mais próximo. Se possível, levar o animal ou uma foto para identificação da espécie, permitindo assim uma avaliação mais eficaz sobre a gravidade do acidente.

É importante lembrar que não é em todo caso de acidente que o soro será indicado, e apenas o profissional de saúde poderá fazer essa avaliação. O antiveneno é indicado em casos moderados ou graves. Limpar o local da picada com água e sabão pode ser uma medida auxiliar, desde que não atrase a ida ao serviço de saúde.

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 Informações Sesa

Os acidentes com animais venenosos e peçonhentos são relativamente comuns, mas podem ser evitados.
Os peçonhentos são animais que têm a capacidade de injetar substâncias tóxicas pelas suas presas. Já os venenosos são aqueles que causam envenenamento passivo por ingestão ou contato, como as lagartas ou taturanas, os sapos e peixes, como o baiacu. Isso ocorre como forma de caça ou ainda de defesa em relação a algum predador. Quando um animal se sente ameaçado, ele pode se defender do predador ou ameaça usando o veneno. A quantidade, e a variedade, de animais que tem veneno é grande, tais como: as serpentes, aranhas, escorpiões, lagarta, abelhas, peixes, arraias, águas vivas e caravelas.

Em média a Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações (DVZI) da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) regista, anualmente, em torno de 17 mil acidentes com animais venenosos e peçonhentos. São notificações de picadas com ou sem gravidade que passaram pelo sistema de saúde. Em 2019, o total contabilizado foi de 17.074 registros. O chefe da DVZI, biólogo Emanuel Marques da Silva, relata como é a ocorrência no Estado. “Nos períodos mais quentes do ano, que coincide com as férias, há um aumento de circulação de pessoas em áreas mais afastadas, como trilhas, parques e atividades ao ar livre, o que aproxima as pessoas do ambiente natural dos animais, como as serpentes, aranhas, e até peixes”, comenta o biólogo.

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