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Menina de 15 anos comete suicídio em Arapongas

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Menina de 15 anos comete suicídio em Arapongas
Autor Foto: TNONLINE/Imagem ilustrativa - Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Arapongas confirmou na manhã deste sábado (3) que uma garota de apenas 15 anos cometeu ato extremo na cidade.

O nome da vítima e outros detalhes sobre a situação não foram informados em respeito à família da adolescente. 

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O número de suicídios na região tem gerado preocupação e gera um alerta sobre a necessidade de discutir o tema. Dados da 16ª Regional de Saúde de Apucarana mostram que de 2016 até o momento, 73 pessoas tiraram a própria vida. Só no último mês, casos foram registrados em Apucarana, Cambira, Califórnia, Jandaia do Sul e Mauá da Serra. 

Especialistas ouvidos pelo TNOnline afirmam que oferecer ajuda faz toda a diferença e pode evitar um desfecho trágico. 

“Infelizmente não temos um manual ou respostas prontas para essa pergunta, uma vez que, cada tentativa de suicídio apresenta suas particularidades. Mas tenho percebido na minha atuação que muitos casos de suicídio, as pessoas não se sentem pertencentes à família, a sociedade, ou ao grupo social em que se encontra inserida. Sendo assim, é de suma importância estar disponível, oferecer ajuda e fazer com que essa pessoa se sinta pertencente, acolhida, visualizada enquanto uma pessoa”, comenta o doutor e professor de psicologia Paulo Navasconi. 

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Seja na escola ou em casa, o que leva uma pessoa a cometer suicídio e como evitar, dificilmente é tema de conversas. Mas para o especialista, é preciso discutir o assunto até para reconhecer os sinais de alerta emitidos por aqueles que precisam de ajuda. 

“É preciso desconstruir a concepção de que não é bom falar sobre suicídio. É preciso que todos se informem e se eduquem para abordar temas difíceis, mas necessários. É preciso julgar menos e fazer mais por aqueles que não conseguem fluir a vida", observa. 

Na opinião do professor, é fundamental informar e sensibilizar a sociedade de que o suicídio é um problema de saúde pública que pode ser prevenido. 

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"Para falar sobre suicídio e adoecimento não necessariamente precisamos falar sobre o morrer. Podemos falar sobre a vida. Como estamos lidando com as nossas vidas? O que desejamos? Como estamos cuidado de nós mesmos? Qual é a qualidade de vida que estamos projetando e construindo? Essas e dentre outras questões possibilitam que trabalhemos com as questões relacionadas ao suicídio, idealização e o sentimento de não pertencimento. Precisamos construir a cultura de que precisamos sim falar sobre nosso sofrimento psíquico, precisamos pontuar essas questões com crianças, jovens e adolescentes, adultos e idosos”, ressalta. 



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