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Biólogo faz estudo da leishmaniose em Arapongas

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Biólogo faz estudo da leishmaniose em Arapongas
Autor Doença acomete animais e também humanos. (Foto - reprodução/Facebook) - Foto: Reprodução

A leishmaniose é uma doença infecciosa - não contagiosa, causada por parasitas do gênero Leishmania, que vivem e se multiplicam no interior das células que fazem parte do sistema de defesa do indivíduo. A enfermidade acomete tanto animais quanto humanos, e segundo o biólogo araponguense Norberto Membrive, é uma das doenças mais negligenciadas do mundo.

Em um estudo realizado na cidade de Arapongas, o profissional explorou uma área ambiental na fazenda de São Domingos. Segundo ele, o local é considerado endêmico.

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Para aqueles que não conhecem a doença é importante saber que há dois tipos de leishmaniose, a leishmaniose tegumentar ou cutânea e a leishmaniose visceral ou calazar. A leishmaniose tegumentar caracteriza-se por feridas na pele que se localizam com maior frequência nas partes descobertas do corpo. Tardiamente, podem surgir feridas nas mucosas do nariz, da boca e da garganta. Essa forma de leishmaniose é conhecida como "ferida brava". Já a leishmaniose visceral é uma doença sistêmica, pois, acomete vários órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea. Esse tipo de leishmaniose acomete essencialmente crianças de até dez anos. É uma doença de evolução longa, podendo durar alguns meses ou até ultrapassar o período de um ano.

O objetivo do estudo do biólogo foi compreender melhor a dinâmica de moscas (transmissores) e reservatórios de areia de Leishmania. As moscas de areia foram coletadas em tocas de animais selvagens, residências e na floresta. A pesquisa de Leishmania foi feita em moscas de areia, amostras biológicas de roedores selvagens e cães, enquanto a pesquisa direta do parasita foi realizada em lesões de pele animal; infecção de hamsters de ouro; e teste de imunofluorescência indireta em amostras de sangue de cachorro. 

A pesquisa resultou em mais de 600 moscas coletadas e 17 roedores selvagens foram capturados; seis deles apresentaram lesões cutâneas com características da infecção por Leishmania. 

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Segundo o pesquisador, embora não tenha sido encontrado um teste positivo para Leishmania, a vigilância da área epidemiológica deve ser mantida, lembrando que os edifícios humanos estão situados a apenas 50 metros da floresta. Considerando as espécies de animais selvagens e de areia encontrados em São Domingos, o teste negativo encontrado não exclui a existência do ciclo de transmissão de Leishmania nesta área de preservação.

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