Atividades religiosas e iguarias típicas devem atrair 7 mil pessoas
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A expectativa da organização da “Festão de Santo Antônio”, da Paróquia Santo Antônio de Pádua, em Arapongas, é receber sete mil visitantes até segunda-feira (13/06), dia do padroeiro, conhecido também por ser o santo casamenteiro. A festa começou na sexta-feira (10/06) mas a maior presença de público é aguardada na segunda quando acontece, além da missa, a venda do famoso bolo de Santo Antônio. Serão três mil pedaços vendidos a R$ 2,50. E como reza a tradição, quem encontrar a imagem do santo irá casar-se em breve ou terá uma graça alcançada.
Porém, o cardápio do 24º “Festão de Santo Antônio” vai muito além do doce casamenteiro; tem iguarias juninas, como pé-de-moleque, canjica, chá de amendoim e quentão. Outros pratos não têm um toque, digamos, junino, mas já caíram no gosto dos frequentadores. Nesta lista entram doces em calda, espetinhos, batata frita, cachorro quente, coxinha de mandioca e até frango assado. E tudo é preparado por voluntários.
“Começamos a trabalhar no final de abril”, revela a coordenadora da cozinha Maria Rosa Vendrametto, que é voluntária há quase vinte anos junto com o marido Miguel Vendrametto. Para ela, Santo Antônio, apesar de ser conhecido como casamenteiro, é o protetor dos pobres. “Conta a história que ele doou um enxoval para uma noiva humilde, por isso, ficou conhecido como casamenteiro”, explica.
Dessa história, Maria Rosa gosta mesmo é de contribuir com a paróquia e com o próximo. “Eu adoro cozinhar e, por isso, ajudo na cozinha. A diferença aqui é que fazemos tudo com carinho”, diz. Amélia Chaves também abre mão do seu tempo para colaborar com a festa. “O tempo que a gente doa para Deus recebemos em bênçãos”, acredita.
Sobre Santo Antônio, ela garante que ele é um grande intermediador. “Sempre intercede junto a Jesus”, afirma. Os voluntários não são os responsáveis apenas pelas guloseimas, mas por toda a decoração do salão.
O presidente do Conselho de Economia e Finanças da Paróquia Santo Antônio de Pádua, Manuel Vargas, reconhece a importância do voluntariado na realização da festa. “Todos participam. Até as crianças da catequese. Elas foram as responsáveis por decorar os salões”, sublinha. Já sobre o dinheiro esperado com venda das iguarias é reformar a cozinha. “Nos últimos anos, já construímos três capelas nos bairros”, revela.
Neste sábado (11/06) e no domingo a festa começa a partir das 19 horas e segunda-feira, às 20 horas, com missa da padroeira. A programação completa está no site da paróquia.