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DESASTRE NATURAL

Terremoto: haitianos que vivem no PR acompanham drama; veja

O sofrimento daquela população é acompanhado com tristeza e preocupação por imigrantes que moram Apucarana

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Terremoto: haitianos que vivem no PR acompanham drama; veja
Autor Foto: Reprodução

Os desastres naturais que devastaram o Haiti nos últimos dias, fizeram o mundo voltar os olhos para o país caribenho. O sofrimento daquela população é acompanhado com tristeza e preocupação por imigrantes que moram Apucarana, no norte do Paraná, que ainda têm família em terras haitianas.

Richardson Peter Felix, 30 anos, é de Saint Louis du Sud, onde vivem a mãe e um casal de irmãos. Ele conta que a casa de sua família foi completamente destruída pelo forte terremoto de magnitude 7,2, que atingiu o país no último sábado (14), e agora seus familiares estão na rua. Felix descreve o momento como “triste e desesperador”. “Estou triste em saber que minha família está passando por problemas. Estou preocupado e desesperado”, descreve.

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Ele, que mora em Apucarana há três anos, com dois primos, disse que é muito feliz no país que os acolheu e que pretende trazer os familiares. “Quero construir uma casa para minha”, deseja.

Felix mora com o primo Mony Dofeuille, 38 anos, que vive o mesmo drama. O servente de pedreiro está há cinco anos em Apucarana, um total de 1.825 dias sem ver os três filhos de 7, 10 e 11 anos.

Com o celular nas mãos Dofeuille mostrou, com tristeza no olhar, as fotos dos escombros onde costumava ser a casa da mãe que buscou abrigo na casa da nora. “A situação no Haiti é bem difícil. O terremoto destruiu todas as coisas, todas as casas. Ninguém tem lugar para dormir agora, precisamos de ajuda, quem quiser colaborar, vou deixar meu contato: (43)99685-9959”, conta.

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Após os abalos, a residência em que ele morava teve várias rachaduras, porém não desabou. Contudo a família tem medo de entrar no imóvel após novos tremores de terra registrados ontem, por volta das 16 horas, e agora enfrenta uma tempestade tropical sem abrigo.

“Ninguém quer ficar mais na casa porque têm medo de morar lá. Tem muitas pessoas que ficaram feridas e milhares morreram. Tenho muita saudade da minha família e pretendo trazê-los para morar aqui”, comenta.

O imigrante pede apoio da população e de dirigentes para criarem campanhas para ajudar seus familiares e toda a população que está passando por dificuldades do Haiti. “A população precisa de comida, precisa de água, de medicamentos”, conta.

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No Distrito do Pirapó mora o haitiano Wilsom Leveille, 27 anos. Ele conta que está muito triste pela situação da família que também vive em Saint Louis du Sud. Segundo ele, o terremoto destruiu a casa onde os pais e irmãos viviam. “Eu falei com eles, ninguém ficou ferido, mas estão todos morando na rua”, conta.

DESASTRES NATURAIS

O terremoto de sábado foi o terceiro grande desastre natural ocorrido no Haiti em 11 anos. Dois dias depois dos abalos sísmicos a população enfrentou o ciclone tropical Grace com fortes chuvas e rajadas de vento de até 75 km/h.

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Com a chegada da chuva e dos ventos, os trabalhos de resgate das vítimas dos terremotos foram interrompidos. Com o terremoto, foram destruídas cerca de 37,3 mil casas, e as equipes de resgate ainda não conseguiram fazer buscas por sobreviventes em muitas delas.

Por, Cindy Santos - Jornalista do grupo Tribuna do Norte


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